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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Natal (estudo)


(Para Estudo do professor)

Natal
A história dá-nos os anos de 6 ou 5 aC como data provável do nascimento de Jesus. O fato de o Senhor ter nascido AC, se deve a um erro de cálculo. Dionysius Exiguus, um monge Romano do séc. VI, falhou no cálculo dos anos da sua era Cristã. Ele colocou o nascimento de Cristo pelo menos 5 ou 6 anos tarde demais. Devido a este fator a data de nascimento deve ser 5 ou 6 a.C.
Jesus nasceu em 25 de dezembro? Pouco provável. O inverno era chuvoso e gelado na Judéia no mês de dezembro. É improvável que os pastores passassem uma noite de dezembro em campo aberto. Mas, provavelmente o nascimento do Senhor tenha ocorrido na primavera, época, quando as noites são frescas e os pastores ficam acordados apascentando as ovelhas nos campos.

Natal, a origem:
A celebração do Natal antecede o cristianismo em cerca de 2000 anos. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha.  A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido com suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca, sendo morto e levando todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era restabelecida. Um ritual semelhante era realizado pelos persas e babilônios. Chamado de Sacae, a versão também contava com escravos tomando lugar de seus mestres.
A Mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnalia (em homenagem a Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, comemorando o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra.
Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava, era realizado festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros.
Apenas após a cristianização do Império Romano, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do nascimento de Cristo. A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C.. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados e cristianizados.

As origens dos símbolos natalinos (renas, trenó, duendes, arvores, presentes, etc.) são seculares e possuem como fundamento, diversas lendas pagãs; representavam a forma das religiões não cristãs cultuarem suas divindades.
Papai Noel, a origem:
A crença no Papai Noel, tem origem na Igreja Católica, como uma homenagem prestada ao padre Saint Claus, que conforme relato, em data próxima ao natal, distribuía entre a população presente. Inclusive, nos Estados Unidos, o Papai Noel é conhecido por: “Santa Claus”.O bom velhinho, sutilmente toma para si, atributos exclusivos do Todo Poderoso, por exemplo:

a) Onisciência – Conhece cada criança e seu comportamento. E poderosamente conhece o pedido de cada uma.
b) Onipresença – Numa única hora, consegue estar em todos os lugares, na difícil missão de descer pela chaminé e deixar o presente.
c) Onipotência – Tem poder para Julgar , fazer renas voarem e ainda para controlar o tempo.
d) Eternidade - É sempre o mesmo por séculos.
Papai Noel, Uma lenda cercada de mistério e magia
Quem nunca acreditou em Papai Noel? Um velhinho com roupas vermelhas, barba branca, cinto e botas pretos que passa de casa em casa para deixar presentes às famílias. De geração em geração, a lenda do Santa Clauss ganha mais realidade no mês de dezembro, quando o mundo celebra o nascimento de Jesus Cristo. Será que ele existe? Será lenda? Bem, isso depende de cada um. Mas diz a história que o bom velhinho foi inspirado na figura de um bispo que de fato existiu.

São Nicolau nasceu no século 3, em Patras, na Grécia. Quando seus pais morreram, ele doou todos os seus bens e optou pela vida religiosa. Com apenas 19 anos, foi ordenado sacerdote e logo se tornou arcebispo de Mira. Dizia-se que na cidade em que ele nasceu viviam três irmãs que não podiam se casar por não ter dinheiro para o dote. O pai das meninas resolveu, então, vendê-las conforme fossem atingindo a idade adulta. Quando a primeira ia ser vendida, Nicolau soube do que estava acontecendo e, em segredo, jogou através da janela uma bolsa cheia de moedas de ouro, que foi cair numa meia posta para secar na chaminé. A mesma coisa aconteceu quando chegou a vez da segunda. O pai, afim de descobrir o que estava acontecendo, permaneceu espiando a noite toda. Ele então reconheceu Nicolau, e pregou sua generosidade a todo o mundo.

A fama de generoso do bom velhinho, que foi considerado santo pela Igreja Católica, transcendeu sua região, e as pessoas começaram a atribuir a ele todo tipo de milagres e lendas. Em meados do século 13, a comemoração do dia de São Nicolau passou da primavera para o dia 6 de dezembro, e sua figura foi relacionada com as crianças, a quem deixava presentes vestido de bispo e montado em burro. Na época da contra-reforma, a Igreja católica propôs que São Nicolau passasse a entregar os presentes no dia 25 de dezembro, tal como fazia o Menino Jesus, segundo a tradição destes tempos e que ainda hoje continua em alguns pontos da América Latina.

Os holandeses, no século 17, levaram para os Estados Unidos a tradição de presentear as crianças usando a lenda de São Nicolau - a quem eles chamavam Sinter Klaas. Os verdadeiros impulsores do mito de Santa Claus - nome que o Papai Noel recebeu nos Estados Unidos - foram dois escritores de Nova York. O primeiro, Washington Irving, escreveu em 1809 um livro em que São Nicolau já não usava a vestimenta de bispo, transformando-o em um personagem bonachão e bondoso, que montava um cavalo voador e jogava presentes pelas chaminés. Em 1823, um poema de um professor universitário, Clement C. Moore, enalteceu a aura mágica que Irving havia criado para a personagem, trocando o cavalo branco por renas que puxavam um trenó.

Ao longo do século 19, Santa Claus foi representado de muitas maneiras. Ele teve diferentes tamanhos, vestimentas e expressões, desde um gnomo jovial até um homem maduro de aspecto severo. Em 1862, o desenhista norte-americano de origem alemã Thomas Nast realizou a primeira ilustração de Santa Claus descendo por uma chaminé, embora ainda tivesse o tamanho de um duende. Pouco a pouco ele começa a ficar mais alto e barrigudo, ganhar barba e bigode brancos e a aparecer no Pólo Norte.

O símbolo de Santa Claus foi logo utilizado pela publicidade comercial. Em 1931, a Coca-Cola encomendou ao artista Habdon Sundblom a remodelação do Santa Claus de Nast para torná-lo ainda mais próximo. Sundblom se inspirou em um vendedor aposentado e assim nasceu - de uma propaganda da Coca-Cola! - o Papai Noel que a gente conhece.

Árvore de Natal, a origem:
A origem da árvore de Natal é mais antiga que o próprio nascimento de Jesus Cristo, ficando entre o segundo e o terceiro milênio A.C.. Naquela época, uma grande variedade de povos indo-europeus que estavam se expandindo pela Europa e Ásia consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Mãe Natureza, por isso lhes rendiam culto.
O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.
A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha e suas primeiras referências datam do século 16. Foi a partir do século 19 que a tradição chegou à Inglaterra, França, Estados Unidos, Porto Rico e depois, já no século 20, virou tradição na Espanha e na maioria da América Latina.

Presépio, a origem:
As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semilitúrgicas que aconteciam durante a missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio, que hoje é uma tradição na Itália, na Espanha, na França, no Tirol austríaco, na Alemanha, na República Checa, na América Latina e nos Estados Unidos.
A tradição católica diz que o presépio surgiu no século 13, quando São Francisco de Assis quis celebrar um Natal o mais realista possível e, com a permissão do papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, um boi e um jumento vivos perto dela. Nesse cenário foi celebrada em 1223 a missa de Natal. O sucesso dessa representação do presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres.
Na Espanha, a tradição chegou pela mão do monarca Carlos III, que a importou de Nápoles no século 18. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século 19 e na França não o fez até inícios do século 20.

Enfeites de Natal, o significado:
As bolas e estrelas que enfeitam a árvore de Natal representam as primitivas pedras, maçãs ou outros elementos que no passado enfeitavam o carvalho precursor da atual árvore de Natal. Cada um desses enfeites tem em si um significado.
Antes de que fossem substituídas por lâmpadas elétricas coloridas, as velas eram enfeites comuns nas árvores e simbolizam a purificação, com a chama sendo acesa como a representação de Cristo, a luz do mundo. As ferraduras são um clássico amuleto que atrai a boa sorte.
As habituais pinhas se utilizam como um símbolo da imortalidade e os sininhos como mostram do júbilo natalino. As maçãs e as bolas de cores, sua mais tradicional variante, desenvolvidas pelos sopradores de vidro da Boêmia do século 18, são signos que atraem a abundância.
Finalmente, as estrelas anunciam os desígnios de Deus. Segundo conta a Bíblia, cada estrela tem um anjo que vela por ela, crença que suporta a antiga idéia de que cada uma das que povoa o firmamento é em si mesma um anjo. A que se põe no alto da árvore de Natal refere-se à de Belém.

Missa do Galo, a origem:
É com o nome de Missa do Galo que se conhece a missa celebrada na noite de Natal. Sua denominação provém de uma fábula que afirma que foi esse animal o primeiro a presenciar o nascimento de Jesus, ficando encarregado de anunciá-lo ao mundo. Até o começo do século 20 era costume que a meia-noite fosse anunciada dentro do templo por um canto de galo, real ou simulado.
Essa missa apareceu no século 5 e, a partir da Idade Média, transformou-se em uma celebração jubilosa longe do caráter solene com que hoje a conhecemos. Até princípios do século 20, perdurou o costume de reservar aos pastores congregados ali o privilégio de serem os primeiros a adorarem o Menino Jesus. Durante a adoração, as mulheres depositavam doces caseiros, que logo trocavam por pão bento ou Pão de Natal.
Era também costume reservar um pedaço deste pão como amuleto, ao qual só se podia recorrer em caso de doença grave. Outra tradição que perdurou é a de estrear nessa noite uma peça de roupa com a qual se afastava o demônio.
Em algumas regiões, esta missa se celebra durante as primeiras horas do dia. Na maioria dos países da América de língua espanhola é tradição que toda a família acuda a ela unida e para os panamenhos é o momento mais importante das festas.
Esta palavra é direcionada aos “cristãos evangélicos”:
Irmãos, é inadmissível a existência dos símbolos natalinos (árvores, enfeites; coroas; Papai Noel; presépios; anjos; etc.) em nossos lares. São oriundos do paganismo e ou catolicismo e destoam profundamente dos ensinos expressos na Bíblia. Todos os nossos atos devem visar à honra e a glória de nosso Mestre, a entrada dos símbolos natalinos em nossas casas nos afasta da verdade divina.

Como devemos ver o natal?
Encare o natal como uma “data simbólica”, mundialmente aceita em comemoração ao nascimento do Senhor Jesus e apenas isto!
Não participe dos costumes e práticas comuns àqueles que continuam a andar conforme seus próprios impulsos, na ignorância espiritual.
Quanto às crianças, é urgente ensiná-las que tudo isto é uma prática comum às demais religiões, não aconselhável aos seguidores das verdades expressas na Bíblia, não é uma fonte de bênção para nossa vida. Cultivar a idéia da existência do Papai Noel, certamente é loucura diante do Eterno. E, não procure justificativas para manter viva em seu lar ou igreja as tradições natalinas. Lembre-se, que todas as práticas pagãs são contrárias aos princípios do Senhor, inclusive, as adaptadas ao cristianismo.

Verdadeiramente, o dia de nosso Senhor Jesus, é aquele consagrado para servi-LO e honrá-LO. E isto quando é feito com o coração puro e santo, sobe diante do trono, como aroma suave e agradável.

Ao ler esta mensagem, é provável que a denomine de inconsistente, devido a não citação de textos bíblicos, irmãos o tema é tão claro e óbvio que é desnecessário. No entanto, gostaria que você fosse espiritual o suficiente para deixar o Espírito Santo ministrar em teu coração. Não lute contra a verdade explicita do Senhor e não seja partidário daqueles que levados pela carne (desejos, emoções, tradições, etc.) logo declaram: “Não tem nada a ver!” e como cegos que são, compartilham dos mesmos costumes comuns aos que vive uma realidade não bíblica.

Em nossos dias o natal, de certa forma, continua representando uma festa pagã, declaradamente dedicada ao consumismo, para alegria do comércio.

Eu não sou contra a realização de cultos no dia 25 de dezembro. Devemos honrar e louvar o Senhor Jesus todos os dias do ano, inclusive, no data simbolicamente dedicado ao Seu nascimento. Mas, sou profundamente contrário à importação de costumes e práticas sabidamente anti-bíblicas e a sua inclusão na igreja de Cristo Jesus.
Pr Elias R. de Oliveira

fonte: terra.com.br/natal/index.htm

NATAL
O homem está totalmente integrado ao meio em que vive, a conseqüência é a absorção de costumes e práticas  comuns a todos; principalmente, quando se trata de uma comemoração tão "bela" e na qual as emoções vêem à tona. Verdadeiramente é muito difícil aceitarmos qualquer informação que vá de encontro a esta festividade, nossa tendência inicial  é rejeitar tais ensinamentos, taxando-os de inconsistentes ou originado em mentes de "pessoas que querem ser santas demais". Mas é fato!  Ao contrário do que muitos pensam o NATAL não é uma festa originalmente cristã. As fontes pesquisadas apresentam várias versões retratando o surgimento  dos símbolos natalinos, porém, todos possuem um ponto em comum, a origem pagã!  A introdução desta comemoração na igreja cristã surgiu no catolicismo, por volta do século IV, a idéia era "abafar” o paganismo,   cristianizando com uma boa maquiagem as celebrações comuns aos povos pagãos.
A palavra natal em inglês é christmas, a união de duas palavras, christ emass que significa missa de Cristo ou missa de natal.
O dia 25 de dezembro foi escolhido porque coincidia com os festivais pagãos que celebravam a: 1) saturnália e o 2) solstício de inverno, em adoração ao deus-sol  3) sol invictus. Este festival de inverno era chamado à natividade do sol. A festa solar do natalis invicti (natividade do sol inconquistado) era celebrada em 25 de dezembro.
A prática de trocar presente era, segundo nos informa Tertuliano, parte dasaturnália. Não há nada de errado em dar presente; os israelitas davam presentes uns aos outros em tempos de celebração (Et 9:22). Mas alguns têm procurado ligar os presentes de natal com aqueles que Jesus recebeu dos magos, porém, não há qualquer correspondência entre as duas situações.
A árvore de natal tem suas origens no paganismo. Segundo uma fábula babilônica, um pinheiro renasceu de um antigo tronco morto. O novo pinheiro simbolizava que Ninrode tinha vindo a viver novamente em Tamuz. Entre os druidas o carvalho era sagrado. Entre os egípcios era a palmeira, e em Roma era o abeto, que era decorado com cerejas negras durante a saturnália. O deus escandinavo odim era crido como um que dava presentes especiais na época de natal àqueles que se aproximassem de seu abeto sagrado. Em inúmeras passagens bíblicas a árvore é associada à idolatria e a adoração falsa: “Porque também os de Judá edificaram altos, estátuas, colunas e Postes-ídolo no alto de todos os elevados outeiros, e debaixo de todas as árvores verdes” (1Rs 14:23). ‘Não estabelecerá Postes-ídolo, plantando qualquer árvore junto ao altar do Senhor teu Deus que fizeres para ti” (Dt.16:21). Portanto a árvore de natal recapitula a idéia da adoração de árvore, sendo que castanhas e bolas simbolizam o sol.
A fim de justificar a celebração do natal muitos tentaram identificar os elementos pagãos com símbolos bíblicos. Jesus, por exemplo, foi identificado com o deus-sol. Tertuliano teve que assegurar que o sol não era o Deus dos cristãos, e Agostinho denunciou a identificação herética de Cristo com o sol.
É bom lembrarmos-nos das advertências do profeta: “Porque os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice com machado; com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam, para que não oscile” (Jr 10:3,4).
Com o passar do tempo muitos outros costumes foram sendo introduzidos nas festividades do natal. O papai Noel, por exemplo, é uma representação de São Nicolau, um santo da igreja católica romana. O presépio foi inserido por São Francisco.
Não devemos jamais nos esquecer que como cristãos verdadeiros somos ordenados a comemorar a morte de Cristo, sua ressurreição e sua vinda (1Co 11:25,26). Em nenhum lugar das Escrituras é ordenado aos cristãos que comemorassem o nascimento de Cristo. Talvez porque o nascimento de Cristo é um fato histórico aceito por todos os homens, é algo que ninguém se opõe. Não é assim porém com relação a sua ressurreição. Todos comemoram o nascimento de Cristo, mas somente os cristãos comemoram a sua ressurreição. Devemos ainda lembrar que acerca de Jesus, identificado na pessoa de Melquisedeque, se diz que era "...sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência..."(Hb.7:3).

Em todos os períodos da história da cristandade uma minoria de líderes eclesiásticos tem se colocado contra a observância do natal. Uns ou mais fatores está relacionado a essa oposição: (1) uma rejeição da autoridade eclesiástica na sua tentativa de estabelecer dias oficiais de festas dos quais o natal é um; (2) uma objeção às bebidas, festas e imoralidade associadas às festividades do natal em todos os períodos da história; (3) as associações antigas e contínuas entre o natal e as idéias e práticas religiosas pagãs.

Amados do Senhor,   é tempo de rejeitarmos todo e qualquer sincretismo no seio do Povo Eleito, fechando todas as brechas que o inimigo astutamente consegue abrir no coração da igreja; e para que isto aconteça passos de fé e desprendimento precisam ser dados, eliminando todo e qualquer canal, por mais belo que seja, idealizado pelo inimigo de nossas almas e empurrado como lixo para dentro das vidas.

Saiba adorar a Deus em "espírito e verdade!” ·

Eu não sou contra a realização de cultos no dia 25 de dezembro. Devemos honrar o Senhor todos os dias do ano, inclusive, no dia simbolicamente dedicado ao Seu nascimento. Mas, sou profundamente contrário à importação de costumes e práticas sabidamente anti-bíblicas.

Pr Elias de Oliveira.
(Fonte de Pesquisa histórica: www.eln
et.com.br )

Opinião
Com esses artigos não tenho a intenção de atacar, responsabilizar ou culpar nenhuma religião cristã, até porque muitas das que se dizem cristãs protestantes se utilizam de muitos desses recursos para comemorarem o Natal. Mas o que me chama a atenção  é que se falam de 2 Natais, um sendo o nascimento de Jesus e ou outro  apenas uma famigerada demanda comercial e rendosa. A data tem se desvirtuado com tantos apetrechos, presentes e crenças, e sua essência tem ficado para trás. Devemos lembrar que o nascimento de Jesus, assim como sua mensagem, não foi tão bem recebida e festejada como parece. No ministério de Jesus, logo no final, ele foi recebido com celebração em Jerusalém e depois, lá mesmo foi condenado a morte e com apoio do apelo popular. A mensagem de Cristo continua atual, transformadora mas conflitante. Ela desentoa com o egoísmo humano e sua alto suficiência. Sua mensagem pede humildade, perdão e amor. Atributos ignorados pela sociedade que apela ao luxo e apego material. Que Deus nos guarde, e ao nosso coração.

Material enviado pela colaboradora,
irmã Rosiléa Reis.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Departamento Infantil

PREFÁCIO

Esta apostila foi especialmente preparada para você que está envolvido no ensino aos pequeninos e deseja obter orientações básicas para este ministério.

Aos diletos leitores e alunos que procurem ampliar com zelosa aplicação, as idéias e orientações que enfeixamos neste modesto estudo, no elevado propósito de servir a Jesus e a sua igreja.

Que Jesus, o Divino Mestre, o Mestre dos Mestres, para cuja glória nos demos a este labor, se digne aprová-lo com as bênçãos e inspirações constantes.

INTRODUÇÃO

Queremos apresentar através destas considerações o que é evangelismo infantil, como fazê-lo e sua necessidade em nossa Pátria, bem como o mundo.

É da vontade de Deus que as crianças sejam salvas, ainda na tenra idade. Se quisermos realmente fazer a vontade de Deus, então teremos que nos preocupar com a evangelização das crianças. (Mateus 18:5-14)

Ao recebermos uma criança, estamos recebendo o próprio Senhor Jesus. Como você o receberia? Da mesma forma, você deve receber as crianças.

Infelizmente poucas são as igrejas que se lembram das crianças como é necessário. Elas se encontram desprezadas, colocadas ao lado. Disse um grande estadista americano: “A nação que se esquece dos pequeninos, hipoteca o seu futuro”. Podemos aplicar estas palavras a igreja.

A igreja que esquece as suas crianças (e todas as crianças do bairro onde está localizada são potencialmente suas), que não faz nada para ganhá-las, que as contempla com indiferença em suas pobrezas, abandono e ignorância no nome do Senhor, hipoteca incessantemente o seu futuro.

Quando a igreja quiser jovens não os terá, porque se esqueceu deles quando ainda eram crianças. Quando quiser homens maduros, firmes, fundamentais para a obra, também não os terá porque não os ganharam quando crianças.

As crianças gostam de ir à igreja evangélica quando lhes proporcionam um ambiente agradável, quando são tratadas com interesse e verdadeiro amor. As crianças não se deixam enganar com um profissional por isso, é necessário que demonstremos amor pelo que elas são, a fim de que se sintam atraídas à casa de Deus.

Não devemos nos conformar, enquanto não vermos os bancos da igreja repletos de cabecinhas inquietas e de olhares indagadores, embora façam barulho nos cultos. Jesus disse: “Deixai vir a mim os pequeninos, não as impeçais”.

Passemos, pois aos pontos mais importantes desta lição, que deve ser olhada com máximo de carinho pelos que estudam.

Lembrando sempre que: “nossa responsabilidade é instruir devidamente a criança, e o Espírito Santo é quem opera a regeneração”.

I. EVANGELISMO INFANTIL

1. A finalidade do Evangelismo Infantil

São três as finalidades do Evangelismo Infantil.

a) Salvação – é a sua principal finalidade. Nenhum evangelista de crianças, deve estar satisfeito, enquanto não conseguir a conversão da criança a qual ele evangeliza. Deve orar e trabalhar com esse propósito.

b) Crescimento Espiritual – as crianças devem ser edificadas na fé do Senhor. Não adianta ganhá-las e abandona-las; temos que fortalecê-las para resistirem as tentações e serem fiéis até o fim.

c) Serviço – prepará-las para servir. É necessário que todo o cristão seja ensinado a recolher seu dever e fazer alguma coisa na obra do Senhor porque somente assim a igreja poderá cumprir sua missão de evangelizar o mundo (Mateus 18:14).

2. Evangelismo Infantil e suas bases na Bíblia

O evangelismo infantil tem suas bases na palavra de Deus. No Novo Testamento nós vimos que as crianças eram conhecedoras das coisas mais necessárias.

a) Páscoas – Dt. 12:28
b) Os mandamentos – II Rs. 23:02 / II Cr. 20:13 / Dt. 6:7
c) As crianças se faziam presente em reuniões de arrependimento – Es. 10:01.

Devemos fazer tudo para que a nossa geração receba o conhecimento do Senhor Jesus a fim de não caminharem nas trevas como milhões e milhões.

3. O valor da alma

Nas escrituras é dado um grande valor da alma de uma criança, Mt. 18:5 diz: “Qualquer que receber um meu nome o menino tal como este, a mim recebe”. E Mc. 8:37; 9:37 acrescenta: “Receba não a mim, mas o que me enviou’”.

Salva uma criança para Cristo é salvar uma alma e uma vida, enquanto ganhar um adulto é salvar uma, somente uma alma.

4. O plano de Deus neste trabalho

É o texto base da evangelização de crianças. Jesus solucionou a questão da idade em que a criança deve ser evangelizada. Ele usou uma criança como exemplo. E em Mc. 9:36, esclarece que a criança era bem pequena, pois Jesus tomou-a em seus braços (não teria mais de 6 anos). Mt. 18:6 resolve o problema de quando as crianças podem crer. O ensino considerado a idade em que as crianças podem ser evangelizadas, requer a evangelização pelos pais no lar. A criança deve ser evangelizada no lar entre 3 a 4 anos de idade.

II. A ARTE DE ENSINAR JOVENS E ADOLESCENTES

Ensinar é proporcionar mudança de comportamento através de um despertamento da mente do aluno, guiando-o no processo de aprendizagem.

O ensino bíblico é sem dúvida, um meio eficaz de promover educação e instrução, visando prioritariamente, o coração e o intelecto do aluno. Entretanto, de acordo com o escritor da carta aos hebreus, o ensino da palavra atinge o coração e a mente: “Porei nos seus corações as minhas leis, e sobre as suas mentes as inscreverei”. Hb.10.16

III.O PROFESSOR EFICAZ

Ser um professor da Escola Bíblica Dominical é um privilégio, visto ser ele integrante do corpo docente da melhor escola do mundo. Seu trabalho é de fundamental importância, uma vez que a convivência com os alunos o torna mais chegado a eles do que qualquer outro obreiro na igreja, até mesmo o pastor, deixando-os a vontade para compartilhar seus problemas, dúvidas e necessidades. Por isso, o professor deve ser alguém preparado espiritual e intelectualmente, que tenha responsabilidade e saiba honrar sua missão.

1. O perfil do professor

O desenvolvimento de um grupo dependerá do seu líder. Um grupo sem liderança não se desenvolve, faz tudo e não faz nada; há desencontros, desentendimentos, aborrecimentos, etc...

O grupo precisa de um líder bem qualificado, principalmente se ele é formado por adolescentes. É certo que a experiência se adquire através da vivência, de prática com o grupo, porém as qualificações morais e espirituais do líder, que representam o aspecto mais importante, independem dessa prática.

2. Um bom professor

· Tem liderança
· É espiritual
· Cuida da sua aparência pessoal
· Não improvisa
· Pensa nos mínimos detalhes
· Não desanima diante de opinião de pessoas que fazem oposição ao trabalho

3. O Professor Capacitado para o exercício da sua função

É de fundamental importância que o professor tenha convicção que é vocacionado para ensinar e, sobretudo, chamado por Deus para esse honroso trabalho, bem como tenha consciência de que ensina por amor e gratidão a Deus e também em obediência. Além do mais, é importante ter consciência de que ensina adolescente. Seu aluno não é mais uma criança, também não é um adulto, mas um ser que sofre as conseqüências de um processo de transformação em relação ao corpo, a idéias, emoções e comportamentos.

O professor de adolescentes só estará apto para o exercício da sua função se procurar conhecer o adolescente em profundidade. Por isso, é imprescindível que o mesmo desenvolva as seguintes habilidades:

· Ler e pesquisar sobre o assunto
· Participar de cursos e treinamentos
· Procurar ouvir o adolescente
· Ser sensível as necessidades do adolescente, seu processo de mudança, sua vivência na fé e sua experiência com Deus

4. Relacionamento: Professor x Aluno

É fundamental atentarmos para a importância do aluno na Escola Bíblica Dominical, principalmente quando se trata do adolescente. Não devemos esquecer que o aluno é elemento chave de uma escola. É a matéria-prima, a escola só existe por causa do aluno.

Ensinar adolescentes tem sido um dos grandes desafios para muitos professores, tornando-o muitas vezes menos apreciável. Alguns chegam a chamá-los de “aborrecentes”.

Porém, se o professor procurar chegar-se ao adolescente compreendendo o seu processo mutativo, amando-o e se dedicando a ele, sem dúvida, descobrirá que possui os melhores alunos do mundo.

Se o professor deseja ter um bom relacionamento com os seus alunos deve:

a) Saber ouvir os membros do grupo
b) Facilitar a integração do grupo
c) Não ser intransigente ou repressor
d) Estabelecer limites para o grupo
e) Não marginalizar ou rejeitar alguém do grupo
f) Agir de acordo com suas palavras
g) Não usar o grupo para os seus interesses pessoais
h) Evitar descarregar os seus problemas no grupo
i) Ser sincero com o grupo

IV. COMO LEVAR AS CRIANÇAS A CRISTO

Podemos ganhar crianças para Cristo em qualquer situação, lugar ou hora, mas devemos seguir alguns passos para que elas entendam o que estamos fazendo.

* Mostrar-lhes suas necessidades de salvação – Rm. 3:23; Is. 53:6; Sm. 53:6
* Apontar-lhes o caminho da salvação, Cristo o Filho de Deus, o crucificado em nosso lugar, ressurreto entre os mortos – I Cr. 15:3,4
* Leva-las a receber o presente da salvação – Jo. 1:12; Ef. 2:8,9
* Mostrar-lhe a segurança da salvação – Jo. 3:36
* Métodos a serem usados para levar a criança a cristo

É muito importante apresentarmos o evangelho as crianças de maneira simples e clara, “O Livro Sem Palavras” pode nos ajudar muito neste sentido. Ele tem sido um dos métodos mais simples e eficientes para levar crianças a Cristo. A mensagem da salvação é anunciada através de cinco cores diferentes, as quais, resumidamente, esboçaram aqui:

1ª página – Dourada – Comece por esta página para falar sobre o céu – lugar que Deus, em seu grande amor para nós preparou.
2ª página – Preta – Mostre que o nosso pecado nos impede de ir até lá.
3ª página – vermelha – Fale sobre o sangue de Cristo derramado.
4ª página – Branca – Use esta página para levar a criança a uma decisão de aceitação ao lado de Cristo.
5ª página – Verde – Esta página fala da nova vida e nossa certeza de salvação.

Outro método é a dramatização com os próprios alunos, os fantoches e os bonequinhos desenhados no quadro enquanto se conta a história para isso é preciso muita destreza para que não se demore muito a desenhar, dando ênfase à história, e não fique em frente dos desenhos cobrindo a visão das crianças. As crianças menores gostam muito destes três métodos. Porém existe uma coisa que se não pode esquecer-se durante o desenvolvimento da história:

* O amor de Deus
* Cristo seu filho
* Nosso pecado
* A morte de Cristo em nosso lugar
* O presente da salvação

Obs: Estas verdades acima citadas são para crianças não salvas. Agora vamos citar as que devem ser incluídas em lições para as crianças já salvas:

* Crescimento espiritual
* Santificação
* Testemunho
* Vida eterna, etc.

V. RECURSOS DIDÁTICOS

1. A expressão “Recursos Didáticos” pode ser interpretada como ajuda ou auxílio que torna o ensino mais eficiente.

Antes de abordarmos o assunto Recursos Didáticos com mais detalhes, queremos que você conserve em mente as qualidades indispensáveis ao bom professor, sem as quais os melhores recursos didáticos serão de pouco ou nenhum efeito. Sendo eles:

· Ter Jesus Cristo como Salvador e Senhor de sua vida.
· Ter amor e interesse pelas crianças.
· Ter boa comunicação.
· Ser organizado.
· Praticar o que ensina.
· Ter o domínio da matéria, saber o que vai ensinar.

2. Recursos à disposição

O Professor – Você mesmo!

a) A voz – a voz do professor deve ser agradável, bem audível, a mais perfeita dicção possível. Linguagem simples correta e compreensível. A voz humana é um dos mais ricos e versáteis dos instrumentos, sendo capaz das mais perfeitas imitação de outras vozes humanas, de animais e aves, bem como dos mais variados sons.
b) Gestos – gestos auxiliam e enriquecem uma narrativa. Devem ser simples, harmoniosos, variados e oportunos.
c) Os conhecimentos – é indispensável conhecer a criança a quem se ensina, a matéria a ser ensinada, os objetivos propostos, e a matéria como se vai ensinar. Com tais conhecimentos é possível ensinar e obter resultados positivos.

3. Como Jesus usava seu material de ensino


Fontes

a) As Escrituras Sagradas:
· Deuteronômio 8.3-9; Mateus 4.4.
b) O Mundo Natural:
· Mateus 13.24 a 30.
c) A fazeres Comum:
· Mateus 13.3 a 23.
· João 2.6.
· Lucas 15.8.

4. Recursos que Jesus usou para falar sobre ele

· João 14:6
· João 10:11
· João 8:12
· João 6:35
· João 15:1
· João 10:19

“Ele encontrou, nos fatos comuns da vida, inspiração para os temas mais profundos e inspiradores que já empolgaram o coração humano”.

5. Recursos audiovisuais
É reconhecido há muito tempo, o valor dos recursos audiovisuais para o ensino, em qualquer tipo e nível. Seu uso oferece inúmeras vantagens para os professores dentre eles, destacamos:

· Enriquece a experiência sensorial, base da aprendizagem.
· Materializa conceitos, economizando tempo e palavras.
· Dá informações.
· Estimula a imaginação.
· Facilita a compreensão e afixação da aprendizagem.
· Desperta a atenção e mantém o interesse.
· Traz o remoto no tempo.
· Estimula a discussão.
· Incentiva a ação.
· Serve do roteiro para o professor.

Apesar de todas essas vantagens, eles não são substitutos, nem alternativos para o ensino. Seu uso é apenas um auxílio, para tornar o ensino mais compreensivo, interessante e duradouro.

Variam, desde a exibição de uma gravura acompanhada de explicação pelo professor, até o mais moderno equipamento eletrônico.

6. A escolha

Fazer uma boa escolha, optando pelos recursos que realmente contribuirão para um ensino mais eficiente as crianças e demais pessoas envolvidas no plano de ensino exige muito critério, estudo e oração.

a) A escolha de um recurso didático depende:

· Do aluno
· Do tipo de assunto
· Dos propósitos ou objetivos a serem atingidos
· Do tamanho do grupo
· Da habilidade do professor
· Da atitude do professor
· Da habilidade da faixa etária
· Do tempo disponível
· Do meio ambiente
· Do custo em tempo, energia e dinheiro

7. Avaliação

É sempre de grande valor avaliar a reação do grupo com relação ao audiovisual usado, bem como o próprio audiovisual. Com relação a este aplique o seguinte teste:

· Ilustrou convenientemente o assunto?
· Despertou e manteve o interesse do grupo?
· Houve participação do grupo?
· Atingir o objetivo para qual foi usado?
· Contribuiu para a compreensão e fixação da aprendizagem?

8. Vantagens de recursos audiovisuais

O visual pode fazer num instante o que a palavra não pode. Ele ilustra e esclarece detalhes num momento. É por isso que os visuais devidamente preparados e apropriados são instrumentos importantes na educação cristã. Eles tornam o aprendizado mais fácil e mais completo porque ajudam o aluno a entender melhor as verdades especiais ensinadas.

Está provado que quanto maior for o número de sentidos envolvidos na aprendizagem, maiores são os resultados.

a) Aprendemos:
· 1% através do paladar
· 15% através do tato
· 35% através do olfato
· 11% através da audição
· 83% através da visão

b) Retemos:
· 10% do que lemos
· 20% do que escutamos
· 30% do que vemos
· 50% do que vemos e escutamos
· 70% do que ouvimos e logo discutimos
· 90% do que ouvimos e logo realizamos

Métodos de Ensino
Dados retidos depois
de 03 horas
Dados retidos depois
de 03 dias

Oral
70%
10%
Visual

70%

20%
Oral E Visual

85%

65%


9. Recursos audiovisuais para você fazer e utilizar

É impossível apresentar a grande variedade de recursos audiovisuais que podem ser úteis para as experiências de ensino – aprendizagem, contudo achamos indispensável incluir algumas informações de como fazer certos recursos audiovisuais, e ainda outros que deverão ser adquiridos:

· Quadro negro ou branco
· Flanelógrafo
· Mapas
· Fantoches
· Álbum seriado e quadros de pregas
· Suporte para figuras
· Objetos
· Cartaz
· Desenhos
· Monitor e figuras
· Retroprojetor
· Mural
· Arquivo de figuras etc...

10. Sugestões de recursos

a) Suporte para figuras
Um bom suporte para figuras poderá ser feito com facilidade. Trace em um pedaço de papelão, duas figuras iguais ao modelo. O tamanho varia de acordo com as necessidades:
Recorte as duas partes desenhadas.
Una as duas partes, deixando um pequeno espaço entre ambas, usando para isso duas tiras de papel grosso ou tecido ou cola. Cole uma tira de cada lado do suporte. Corte as sobras das tiras. 

O suporte estará para ser utilizado. Para ser mais durável, substitua o papelão por madeira fina e as tiras e cola, por dobradiças. Assim poderá fechá-lo para guardar.

b) Monitor de figuras
Em uma caixa de papelão, faça uma abertura como um monitor de televisão.
Para fazer o suporte, da figuras: usar canos de PVC ou cabo de vassoura. Com o papel Kraft ou qualquer outro que tiver disponível, faça o rolo, onde serão colocadas as figuras da história a ser apresentada.
OBS: fazer 2 (dois) furos em cada lateral do monitor para manuseio das figuras.

c) Caixa de espiar
Para confeccioná-la utilize uma caixa de papelão (sapato) encapada, com tampa. Faça um recorte em cima da tampa, o suficiente para dar claridade dentro da caixa, e cubra com papel celofane colorido. No lado oposto, faça um furo na caixa para “espiar”.

d) Arquivo de figuras
Para fazer um arquivo de figuras bem prático, vamos precisar de envelopes grandes tamanho ofício ou maior.
Abrir uma das laterais dos envelopes com estiletes, junte-os colando um a um só no meio. Depois junte todas as laterais não cortadas com uma fita larga. Para capa use papel carmim ou cartaz e decore.

VI. PREPARO DA LIÇÃO

Primeiro passo: oração, leitura e Meditação. Professor ore por você mesmo, por sua classe e por seus alunos. Peça uma sabedoria especial a Deus para comunicar sua palavra. A seguir leia o texto bíblico cuidadosamente, para que ensine fielmente o que a Bíblia diz. Enquanto lê, faça pergunta do texto como:

a) Quem está envolvido nesta história?
b) Como era aquela pessoa?
c) O que esta lição ensina sobre Deus? – Esta lição é muito importante, pois quanto mais as crianças aprenderem sobre Deus, desejam mais viver para ele.
d) Medite: o que Deus quer me ensinar nesta lição? – Deixe Deus falar com você primeiro.
e) Ao ministrar esta lição que versos posso ler para as crianças diretamente da Bíblia?
f) Como esta lição vai dar continuidade ao que já ensinei anteriormente.

Se você tem seus compromissos com a evangelização no final de semana comece a preparar no inicio, estudando sua lição na segunda feira e todos os dias, prepare um pouco até chegar o momento do trabalho.

Nunca deixe de conhecer através de um dicionário, as palavras difíceis e transforma-las fáceis (usar sinônimos), a fim de que as crianças entendam o vocabulário e a lição.

Permita que o Senhor fale ao seu próprio coração através da lição. Se ela se apresentar precisa para você, por certo falará ao coração do seu aluno.

1. Escolha seu alvo principal

Ao preparar a lição, o professor evangelista deve resolver qual será o seu alvo, pedindo a direção do Espírito Santo (seja bem sensível a Ele) que conhece as necessidades espirituais das crianças. Mesmo que o alvo principal seja para crianças salva, deve-se incluir ensinos para crianças não salvas e vice-versa.

Obs: Ao selecionar o ensino tenha em mente: é melhor ensinar claramente uma só verdade, do que tentar vinte pontos que a criança não lembrará.

Tenha ainda o cuidado de ensinar a Palavra de Deus e não um texto preparado. Refira-se a Bíblia dizendo: “A Bíblia diz...”. Use também um a linguagem sadia, tome cuidado com gírias ou com vícios de linguagem como “então, crianças, vocês sabem, né, aí, etc.”.

2. Submeta tudo a Deus

À medida que for preparando, vá orando. Peça que Deus abra os olhos para converter alguém para Deus. At. 26:18 “Que as crianças estejam prontas para ouvir”, Tg. 1:19. “Que transbordem no conhecimento” Cl. 1:19.

3. Prepare os visuais de antemão

Para maior compreensão da lição, adquira visual. Na medida do possível, varie semanalmente seus visuais.

4. Treine a voz

Momento de emoção, momento de tristeza, momento de alegria, etc.

5. Treine a lição

Aproprie-se de tudo que já tem: esboço, ensino, visuais, etc... E vá para um lugar a parte treine sua lição do inicio ao fim em voz alta.

O primeiro benefício disso diz respeito ao tempo. Uma boa lição pode ser dada em 15 ou 20 minutos.

6. Como narrar uma história

Há quatro componentes de toda boa história:

a) Introdução: apresenta-se o caráter principal, a cena é uma idéia do que se segue. Existe uma coisa que é sempre bom lembrar, é hora de captar a atenção.
b) Enredo: é o desenrolar. Deve ser claro e lógico para adultos e psicológico para as crianças.
c) Clímax: é o ponto culminante que determina o resultado na luta. È a parte que se define o tema da história.
d) Conclusão: deve ser curta, simples e satisfatória, deve conter em si a moral da história, que o bem é recompensado e o mal é castigado.

7. Relatando a história

a) Falar claramente, com confiança, imaginação, sentimento e entusiasmo, esquecendo-se de si mesmo.
b) Desenvolver continuamente a ação da história, porém não com tanta rapidez.
c) Fazer uma pausa de vez em quando, para maior efeito, porém, tudo de maneira natural.
d) Dramatize-as com tom de voz, olhares, expressão facial, usando gestos para ilustrar objetos, movimentos, grandezas, e etc.
e) Olhar diretamente seus alunos, não se distrair olhando para fora.
f) Adaptar seu vocabulário aos seus alunos.
g) Não dizer: “esqueci-me de dizer...”
h) Não afastar-se da verdade.
i) Ser dirigido por Deus na aplicação, recorde que muitas vezes, quanto mais breve é a aplicação, mais força tem. Se sente que é hora para um momento de consagração, ou arrependimento, não deixe para depois.

8. Um esboço para seguir

Depois de estudar e ter em mente os fatos e lições espirituais, faça um esboço. O esboço ajuda o professor a seguir uma ordem lógica e dá segurança ao ministrar sua lição.

Se, eventualmente o professor se perder, poderá receber direção no esboço e seguir adiante.

O esboço pode ser dividido em quatro partes.

* Começo – Deve ser envolvente

* Andamento - Use frases curtas em ordem lógicas dos acontecimentos.
* Clímax – É o ponto mais interessante da história.
* Conclusão – É o desfecho da história que deve ser breve.

Na conclusão também podemos fazer o convite para aquelas crianças que não são salvas e que desejam aceitar a Cristo como Salvador.

VII. Os cânticos e o seu valor no trabalho

A Bíblia está cheia de convites ao louvor e adoração a Deus, (Ef. 1:3-14, Sl.92:1; Sl.33:2-3). Pela palavra, sabe-se que o louvor deve alcançar todo lugar e todas as faixas etárias.

Toda criança gosta de cantar e Jesus disse: “Da boca dos pequeninos e crianças tirastes o perfeito louvor”, Mt.21:16.

Através dos cânticos, as crianças aprendem a adorar a Deus, a louva-lo; e as verdades bíblicas são ensinadas. Cria-se um ambiente e alegre e de participação. As crianças irão por toda parte levando a mensagem Bíblica.

1. Como escolher os cânticos

* Com antecedência
* Que tenham uma mensagem espiritual
* A mensagem deve reforçar o ensino da lição Bíblica do dia
* A letra deve ser clara e fácil
* A música também deve ser apropriada às crianças
* Escolha cântico para as diversas partes da aula: Período de oração, missão, oferta e outros.

2. Como Ensinar os cânticos

* Escreva o cântico no quadro negro
* Escreva-os em cartazes
* Figura no flanelógrafo
* Numa folha de cartolina
* Com gestos elas gostam muito
* Sempre quando possível, deve haver um instrumento para acompanhar.

Ore pelos cânticos para que Deus os use na vida das crianças. Ensine as crianças a expressarem sua adoração a Deus através do cântico.


Não permita que cantem errado. Seja bem alegre ao cantar com as crianças e não saia do ritmo.

VIII. PERÍODO DE ORAÇÃO

Em nossas classes com crianças, devemos procurar ser bem sucedidos no que diz respeito ao período de oração. Através deste período, as crianças são motivadas:

* A reconhecer a presença de Deus na classe.
* Buscar sua benção para o trabalho
* Orar em voz alta e sem inibições

1. Ajudando a criança salva a orar em publico

a) Escolha entre as crianças salvas, aquelas mais desinibidas e que falam melhor, para iniciarem o período, a fim de que outros venham a segui-las.
b) Peça-lhes que orem por coisas definidas
c) Em cada aula, explique um aspecto da oração
d) Quando o período de oração tiver como aspecto principal do dia a petição, explique sobre as possíveis respostas de oração: Sim. Não espere!

2. Memorização Bíblica

a) Sua importância
b) Como ensinar os versículos
c) Métodos para que a memorização se torne mais fácil e interessante

3. O convite

Após termos apresentado o Senhor Jesus às crianças, devemos convidá-las a se apropriarem d’Ele como seu Salvador.

Quanto ao convite, devemos considerar os seguintes pontos:

a) Deve ser claro – a criança deve entender exatamente o que se quer que ela faça e por que.
b) Deve ser curto – não prolongue o tempo do convite. É muito importante falar a Deus, sobre aquele coraçãozinho, do que ficar insistindo com a criança. O Espírito Santo é fiel, e sabe o que fazer, como e quando fazer! – sejamos dependentes d’Ele.
c) Pode ser pessoal – não force a decisão. Enfatize a decisão da vontade: “Se você quiser”.
d) Pode ser feito de várias maneiras:

· Peça que todas as crianças fiquem em atitudes de oração. As crianças que atenderem ao convite poderão orar silenciosamente. Após isto, você poderá pedir que aquelas crianças que oraram, levantem uma das mãos e imediatamente poderá ocorrer um aconselhamento em conjunto.

· Peça às crianças que desejam receber a Cristo que venham à frente e leve-as a uma sala preparada onde serão aconselhadas em grupos ou individualmente.

· Peça para que fiquem depois da aula para conversar com o professor que lhe mostrará pela Bíblia como ser salvo.

IX. O PROFESSOR EVANGELISTA DE CRIANÇAS

Para ser um bom professor precisamos ter as seguintes qualidades:

1. Qualidades espirituais:

· Antes de tudo, o professor deve ser nascido de novo e ter a certeza da salvação. Ele tem que ser um verdadeiro convertido.
· Ele deve dar um bom testemunho cristão.
· Ele deve cuidar de sua vida devocional, especialmente a leitura da Bíblia e oração, ter seu tempo particular com Deus.
· Ele depende em tudo do Espírito Santo.
· Ele procura crescer na vida de santificação.
· Ele deve ser perseverante.

2. Qualidades morais:

· O bom professor deve ter genuína humildade, estando pronto a ouvir e respeitar as sugestões e idéias dos outros.
· Ele deve ser fiel aos princípios da igreja.
· Deve ser responsável, pontual, nunca se atrasando sem motivo realmente justo.

3. Qualidades Intelectuais

· Ele se dedica ao estudo e a leitura, preparando bem sua aula
· Possui cultura Bíblica e doutrinária em geral

4. Qualidades Sociais

· Ama e compreende as crianças
· Procura ser otimista e simpático
· Tem entusiasmo pelo trabalho, esperando resultado na vida dos seus alunos.
· É paciente e perseverante.

5. Qualidades Pessoais


· Sua aparência
· Sua confiança no Senhor
· Expressão facial


Autor Desconhecido
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