

Ele
nasceu normal e sem aparentar nada, fisicamente nem psicologicamente, mas
quando estava com 2 anos e 5 meses, da noite para o dia, ficou assim sem falar
e regrediu tudo no que havia desenvolvido.
Consegui
descobrir, depois de um ano de buscas, em inúmeras consultas em médicos o
diagnóstico - autismo moderado para grave. Com
4 anos consegui a vaga para ele na APAE e começaram os acompanhamentos, e em
casa por mim (Elisângela - Mãe) No primeiro ano foi o mais difícil pois ele não
comia, não aceitava o que a professora pedia e tomava como remédio só o Risperidona
em gotas, mas não via resultados.
Um
dos desafios maiores para mim de lá para cá foi que, além da agressividade de
se morder, de não se socializar, era o de agredir a si mesmo e aos outros por
não gostar de algo ou situações de rotina. Tipo, se mudava a rotina ele ficava muito
mal mesmo e se jogava no chão colocava as mão nos ouvido e gritava tanto, sendo isso em ônibus, lugares públicos: igrejas, mercados e dai por diante ele fugia, pois
não tinha noção do perigo. Não dormia no começo, gritava muito e ainda grita um
pouco, mas ele melhorou muito. Ele não comia comida: arroz e feijão, legumes e
verduras, era tudo alimento solto, seco ou frito ou assado e geralmente produtos
de mesma marca se mudasse a marca rejeitava e agora já está aceitando comer
arroz e feijão e na questão da mudança de rotina, está se
comportando melhor e aceitando um pouco.
Posso dizer: que de tanta aflição que passei, hoje está bem melhor. Perseverei na
questão de estar lendo tudo o que me fosse disponível sobre assunto ‘autismo’ e
procurando fazer o que a professora do Willian me pedia, ou a médica. Digo que
tudo isso valeu a pena.
No começo fica tudo muito difícil pois é muito
delicado. Tem que ter muita firmeza,
buscar conhecimento e ter fé. Procurar não ficar nervosa. Conhecendo sobre o
autismo, conhecemos mais sobre nossos filhos e aprendemos a se superar, também.
Pois quando houver uma situação difícil através de certo conhecimento sobre o
autismo podemos nos dar bem em várias adversidades que podemos estar passando
conosco ou com eles. Se ele tiver um surto e se mantermos a calma, passaremos
esta segurança para ele, conhecendo o problema. Essa é uma parte da minha, da minha
história e da minha luta!
Elisângela
Para saber mais consulte o site do
Esta é uma homenagem ao Willian e sua dedicada mãe, Elisângela. Que Deus continue lhe abençoando e te dando toda a força que precisa ter.

