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domingo, 22 de setembro de 2019

Ministério Infantil


ETIMOLOGIA DA PALAVRA

A palavra “ministério” tem a sua origem no latim “MINISTERIU”, que significa ‘cargo, icumbência, comissão, serviço, mister’. O termo, essencialmente, é uma significação genérica de ‘cargo’, que necessariamente deve vir acompanhado do serviço correspondente que o caracteriza.

O termo pode ser empregado para se referir a diversas áreas:

Administração Pública – Ministério (departamento governamental de um país ou entidade com governo próprio); Ministério Público (magistratura especial representante da sociedade na administração da justiça); Ministério (conjunto de ministros que exercem funções durante o mandato de um chefe de estado). Religião – Ministério sagrado ou religioso (função exercida pelos que têm ordens).
Outros – Ministério das Trevas (facção profissional do wrestling); Ministério da Magia (órgão existente nas histórias da franquia Harry Potter).

Algumas vezes, palavras de significado geral passam a ter um significado mais restrito, como a palavra ministério que significava originalmente o "ofício de alguém, aquilo que uma pessoa devia fazer"; com o tempo, há uma restrição de significado e a palavra ministério, em religião, passa a indicar somente o "ofício de um sacerdote" ou o "lugar dos ministros".

A palavra ministro significa:
Servidor público a quem o chefe mais importante de uma nação confia a administração de um dos seus ministérios: ministro do meio ambiente, da cultura. [Religião] Termo geral usado para designar um membro ordenado de uma igreja cristã, especificamente protestante; pastor: o ministro assume a responsabilidade pelo cuidado pastoral do povo.
[Jurídico] Nome comum usado para tratar alguns dos juízes que fazem parte de tribunais federais: ministro do Supremo. Numa classificação diplomática, quem está imediatamente abaixo do embaixador.
Etimologia (origem da palavra ministro). Do latim minister.tri, "sacerdote, conselheiro".

OPINIÃO

Atualmente é muito comum o departamento infantil ser elevado e chamado de ministério infantil. Seja um termo ou outro a responsabilidade de atuação é muito grande. Mas pensando na origem do termo, ministério lhe cai muito bem. Dentro de sua significação vemos a importância e relevância do mesmo. Não é brincadeira. Me causa uma certa preocupação atualmente em ver no ministério infantil muitos ministros atuando como personagem (papel representado por ator ou atriz a partir de figura humana fictícia criada por um autor) e este não expressa convicções próprias e reais compatíveis com sua crença. Apenas representa, ficção. Ou seja o ministro está ali para falar a palavra de Deus com seriedade, respeito e convicção. A construção de um personagem pode desvirtuar e desconstruir a intenção inicial de um ministro, alguém que ensina com seriedade, cautela e resiliência. E quando se sai do foco o resultado pode ser avesso do propósito inicial, desvirtuando e comprometendo o processo. Não quero depreciar ou diminuir os inúmeros servos de Deus que atuam no ministério infantil, mas temos que faze-lo com muita cautela e responsabilidade. Não podemos agir como se a obra fosse nossa, ela é de Deus e deve ser feita da maneira que Deus quer. Vejam as atuações de Cristo no seu ministério! Hoje no momento da ministração aparecem os preletores com inúmeras roupas coloridas, adereços e pinturas, com seus bonecões, cantigas e até gincanas, e lá no final se 'conta' alguma história Bíblica feita no estilo relato, sem nenhuma aplicação e compreensão real do texto, não inserem a salvação, Cristo ou comportamento cristão. A criança não faz nenhuma reflexão, pois não houve nenhum apelo. e perdemos ali uma oportunidade impar de evangelização e ensino. Lembrando que as crianças são bombardeadas por todo tipo de informação anticristã, na escola e mídias, e a oportunidade preciosa que temos de ensina-las e falarmos a palavra da verdade é desperdiçada com entretenimento e cânticos, musicas essas não cristocêntricas e até antibíblicas. Meu desejo é que após essa leitura haja uma reflexão de sua prática,se ela está agradando a Deus! Questione: Estou priorizando a palavra acima de tudo, ou minha apresentação!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

ENSINEM DOUTRINAS...


ENSINEM DOUTRINAS E NÃO SÓ CONTEM HISTÓRIAS ÀS CRIANÇAS.

Eu visitava aquela igreja e quando fomos nos dividir em classes na manhã de Domingo o superintendente da EBD, não sei se por inexperiência ou por descuido, disse: “e agora as crianças poderão ir para as suas classes ouvir historinhas“… Quis ser ele gentil? Tencionou ser acessível, recorrendo ao diminutivo para chamar a atenção dos pequeninos? Não sei. Mas o que sei é que infelizmente tem muita gente só contando histórias na Escola Bíblica Dominical (EBD) aos seus alunos. E só.

Mas não é para contar Histórias?

Claro. A história é bíblica e está na Palavra de Deus. Mas, tantas vezes nos atemos à história, apenas ou tão somente, aos detalhes, e nos esquecemos do PORQUÊ da história. O que Deus fez ali? Como Ele foi honrado, obedecido ou desobedecido? Qual ensino principal tem e traz a lição? Romanos 15.4 diz que “tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança“. Tem algo a mais na história: tem um ensino para ser passado, uma confiança no Deus Todo-Poderoso para ser reforçada, a Pessoa bendita de Jesus para ser apresentada ou enaltecida, uma lição de fé a ser enfatizada, o Caráter e a Soberania divina a serem destacados, pois quando vierem os dias maus e difíceis para estas crianças ao longo de suas vidas, com o ensino correto, sábio e doutrinário que receberam, a consolação das Escrituras virá de maneira mais precisa aos seus corações e isto poderá livrar as suas almas de muitas dores. O Consolador usará as Escrituras e o que dela se extraiu para o fortalecimento da fé em momentos como perigos, tentação ou provação. Na sua história de vida, o ensinamento doutrinário colhido e bem guardado das histórias que ouviu e aprendeu fará todo sentido e será de grande auxílio.

Das histórias que aprendeu, Jesus de Nazaré soube usar a DOUTRINA para a vida. Na hora da tentação e de enfrentar o Tentador, como ocorreram várias vezes, quando este quis deturpar o ensino das Escrituras, Jesus estava plenamente consciente do que dizia o texto, como e para quê estava escrito, e venceu (Lucas 4.1-13; Hebreus 2.18). Destacamos a sua segurança e firmeza diante dos absurdos que ouvia de fariseus, saduceus e de outros religiosos da sua época. Ele não só revelava os seus grandes desvios da Palavra de Deus, como também os fazia corar e calar (Mateus 23.34; Lucas 20.39,40, etc.).

O Departamento Infantil é um lugar de histórias, mas se as crianças vibrarem mais com Davi, por exemplo, do que com o Deus a quem Davi servia e confiava, nós teremos falhado como professores de Escola Bíblica Dominical. Se conhecerem bem a história de Sansão, mas pouco ou quase nada ficar retido dos ensinamentos doutrinários a partir do que ouviu sobre Sansão, então haveremos falhado.

Qual a sua atitude, professora, professor, diante da história de Jonas?

Quando chega a nova revista e você vai dar uma olhada superficialmente, você gosta da capa, do título, do tema… aí vai ver o conteúdo das lições: oito lições sequenciais no livro de Jonas. O que você faz? O que você diz? “oh, não. Jonas de novo?!” Afinal, você já contou tantas vezes a história para a turma…

Esta atitude pode ser sintoma de que estamos muito mal acostumados a só contar histórias e a ficarmos procurando sempre um novo meio, técnicas e métodos para contar a mesma história de maneira atraente, perdendo até o sono por causa disso. Contar a história ocupa mais a nossa atenção do que passar o sadio ensino das Escrituras tantas vezes, infelizmente.

A história, as crianças já conhecem. Então, parta daí. Relembre com elas, peça que forneçam detalhes, enriqueça a sua aula com a participação da turminha. Se tem alguém novo na sala que nunca ouviu a história de Jonas, conte para esta criança, mas procure tratar do foco doutrinário com a turma e com o aluno novo também.

O que o livro de Jonas fala sobre Deus? Como Deus se revela no texto? Será que Deus acompanha e intervém? Como temos provas da Sua Soberania? Enfim, quantos ensinos doutrinários maravilhosos. Sugiro que você tenha sempre à mão a Confissão de Fé de Westminster. Estude-a bem, pois tem doutrina segura. Repasse o que aprendeu sobre Deus na história aos seus alunos. Você verá como a sua aula crescerá e as suas crianças também! Adquira um livro de Teologia Sistemática, enfim, prepare melhor e com mais conteúdo teológico as suas aulas. Lembre-se: doutrina edifica. História simplesmente, não. Tem muito preso no sistema carcerário na América do Norte e no Brasil que ouviu muitas histórias bíblicas. Mas foi só. Doutrina trará raízes para a fé que foi plantada no coração infantil e marcará o caráter. Abastecerá a mente e manterá em dia uma cosmovisão bíblica e cristã das coisas; de todas as coisas e para todas as horas. Doutrina norteará o crescimento de uma pessoa tão jovem, e quando esta pessoa chegar à idade adulta não se esquecerá dos estatutos e da Lei do Senhor, que é perfeita e que foi o que ela aprendeu (Pv 22.6).

Ensinar doutrina ao invés de só contar a história lhe permitirá passar por toda a Bíblia. Você apresentará textos em outros livros das Sagradas Escrituras e a criança começará a perceber que a Bíblia é um livro maravilhoso, coerente, vivo, magistral, rico de ensinos preciosos e únicos, de uma unidade perfeita. Verá o princípio de Deus em todas as páginas e crescerá manuseando bem a sua espada! (2 Tm 2.15)

Jonas de novo?! Mas que bênção!!! 

Lembro-me de ter ouvido uma história interessante. Uma professora de alunos com idade de iniciantes no Ensino Fundamental passou todo o semestre trabalhando em cima do livro de Jonas. Contou vários aspectos da Doutrina, como o amor de Deus, a Justiça divina, o agir de Deus na História, o Deus da Providência, etc. As crianças vibraram com tantos ensinamentos.

Quando chegou o dia da convenção anual de famílias daquela denominação, todo um esquema para atender os participantes foi bem elaborado. Tudo muito bem organizado e as crianças foram divididas em grupos e faixas etárias. A professora do dia foi contar exatamente a história de quem?! Isso mesmo: Jonas. E “lá pelas tantas” a empolgada professora chegou na parte em que Jonas foi lançado ao mar. Fez o que pode para demonstrar suspense, aumentou a voz, ‘criou um clima’, fez aquela entonação característica dos suspenses… “e agora, o que é que vai acontecer com Jonas???!!!” As crianças acompanhavam a empolgada contadora da história do profeta desobediente. Foi quando veio a pergunta:

– Crianças, quem foi que salvou Jonas?!

Uma criança de seis anos respondeu: Deus!

A professora, no seu entusiasmo nem percebeu e disse: “não, meu querido. Foi o peixe”!!!

Ao que um menino de seis anos respondeu: “se a senhora quiser que eu diga que foi o peixe, eu digo. Mas quem mandou o peixe para salvar Jonas foi o Deus de toda a providência!”

A professora aprendeu uma grande lição naquele dia. Estava se atendo demais aos detalhes da história. E só. Tanto, que ela esqueceu exatamente onde Deus estava na história de Jonas. O Senhor estava onde sempre esteve, no entendimento daquele garotinho: Deus regia Soberano e era atuante, conduzindo a história como Lhe aprazia e para a Sua glória.

Introduza doutrina e as crianças serão beneficiadas com isso.

Existem duas maneiras de se contar histórias bíblicas e as crianças nos mostrarão se erramos ou se acertamos. Se elas vibrarem mais e amarem mais os personagens das histórias, algo de muito sério está acontecendo conosco e com a nossa maneira de ensinar.

Que as crianças vibrem com o Grande Deus a quem amamos! As histórias são um excelente meio para afirmarmos e confiramos sempre isto. Ele é fiel. Sim, fiel assim!

Rev. JADER BORGES
É pastor presbiteriano (IPB) na cidade de São José dos Campos, SP. Estudou Teologia no Recife e na Alemanha (Theologisches Seminar Ewersbach). Promove os Treinamentos e Congresso  Pequenos Passos. É preletor convidado da Editora Fiel, Acampamentos e Estância Palavra da Vida, OANSE e APEC. É escritor de livros para crianças, pré-adolesecentes e adolescentes e de peças teatrais e cantatas de Natal.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Consumismo


Não criem filhos consumistas!

Certa vez, li numa rede social, uma polêmica a respeito de um grupo de mães que reclamavam sobre o fato de seus filhos quererem tudo o que viam, ou o que os amiguinhos possuíam. Para não se tornar uma tarefa "quase impossível" é preciso começar o processo de aprendizado assim que a criança consegue entender o que é o dinheiro – um papel que elas veem os pais trocarem por alguma coisa – ou quando pedem para que os pais comprem alguma coisa, o que normalmente acontece a partir dos 2 ou 3 anos de idade.

As crianças precisam entender que não podem ter todas as coisas que desejam. Infelizmente, muitas famílias acreditam que ceder aos desejos das crianças é uma prova de amor. O sentimento de culpa por não terem tempo para ficar com os filhos também podem levar os pais a terem dificuldade de não atender a um pedido da criança.


Certamente cabe aos pais frear os impulsos consumistas das crianças. Mas isso deve ser feito com sensibilidade para preservar a inocência dos pequeninos. A capacidade de fantasiar é um recurso natural das crianças, necessário para desenvolver a criatividade e uma forma delas lidarem com o mundo nos primeiros anos de vida. Por isso, simplesmente dizer que tudo o que aparece nas mensagens publicitárias é mentira pode ter um efeito negativo.

Uma estratégia melhor é trabalhar valores que protejam a criança de uma visão consumista do mundo. Valorizar brincadeiras que passem longe da necessidade de comprar alguma coisa, por exemplo, pode mostrar à criança que momentos de felicidade em família são tão ou mais gratificantes do que comprar ou ter determinado objeto da moda.


A família também deve dar bom exemplo. Se o pai ou a mãe apresenta um comportamento consumista, a tendência é que os filhos sigam pelo mesmo caminho. "As palavras convencem, os exemplos arrastam ". Ensinar também os filhos a usar bem, e conservar os brinquedos e roupas é outra estratégia que ajuda os pequenos a se afastarem do consumismo.

Outra atitude fundamental é aprender a dizer “não”. Desde cedo à criança precisa aprender que não poderá ter tudo o que deseja, principalmente quando se tratar de coisas supérfluas. Por mais que os pais tenham condições de oferecer aos filhos o que elas quiserem, ceder aos desejos da criança prejudica em muito o desenvolvimento do seu caráter.


Caros leitores, você que é o responsável pelo desenvolvimento de uma criança, coloque a opinião de Deus e de sua palavra como principio ao ensinar seus filhos. 

"Ensina a criança o caminho que deve andar e ainda quando for velho, não se desviará dele" - Provérbios 22:6

Abraços,
Sandra Fermino
(Psicóloga e Colaboradora)

Visite seu site: ENTRE NÓS

ANEXOS





segunda-feira, 18 de junho de 2012

Departamento Infantil

PREFÁCIO

Esta apostila foi especialmente preparada para você que está envolvido no ensino aos pequeninos e deseja obter orientações básicas para este ministério.

Aos diletos leitores e alunos que procurem ampliar com zelosa aplicação, as idéias e orientações que enfeixamos neste modesto estudo, no elevado propósito de servir a Jesus e a sua igreja.

Que Jesus, o Divino Mestre, o Mestre dos Mestres, para cuja glória nos demos a este labor, se digne aprová-lo com as bênçãos e inspirações constantes.

INTRODUÇÃO

Queremos apresentar através destas considerações o que é evangelismo infantil, como fazê-lo e sua necessidade em nossa Pátria, bem como o mundo.

É da vontade de Deus que as crianças sejam salvas, ainda na tenra idade. Se quisermos realmente fazer a vontade de Deus, então teremos que nos preocupar com a evangelização das crianças. (Mateus 18:5-14)

Ao recebermos uma criança, estamos recebendo o próprio Senhor Jesus. Como você o receberia? Da mesma forma, você deve receber as crianças.

Infelizmente poucas são as igrejas que se lembram das crianças como é necessário. Elas se encontram desprezadas, colocadas ao lado. Disse um grande estadista americano: “A nação que se esquece dos pequeninos, hipoteca o seu futuro”. Podemos aplicar estas palavras a igreja.

A igreja que esquece as suas crianças (e todas as crianças do bairro onde está localizada são potencialmente suas), que não faz nada para ganhá-las, que as contempla com indiferença em suas pobrezas, abandono e ignorância no nome do Senhor, hipoteca incessantemente o seu futuro.

Quando a igreja quiser jovens não os terá, porque se esqueceu deles quando ainda eram crianças. Quando quiser homens maduros, firmes, fundamentais para a obra, também não os terá porque não os ganharam quando crianças.

As crianças gostam de ir à igreja evangélica quando lhes proporcionam um ambiente agradável, quando são tratadas com interesse e verdadeiro amor. As crianças não se deixam enganar com um profissional por isso, é necessário que demonstremos amor pelo que elas são, a fim de que se sintam atraídas à casa de Deus.

Não devemos nos conformar, enquanto não vermos os bancos da igreja repletos de cabecinhas inquietas e de olhares indagadores, embora façam barulho nos cultos. Jesus disse: “Deixai vir a mim os pequeninos, não as impeçais”.

Passemos, pois aos pontos mais importantes desta lição, que deve ser olhada com máximo de carinho pelos que estudam.

Lembrando sempre que: “nossa responsabilidade é instruir devidamente a criança, e o Espírito Santo é quem opera a regeneração”.

I. EVANGELISMO INFANTIL

1. A finalidade do Evangelismo Infantil

São três as finalidades do Evangelismo Infantil.

a) Salvação – é a sua principal finalidade. Nenhum evangelista de crianças, deve estar satisfeito, enquanto não conseguir a conversão da criança a qual ele evangeliza. Deve orar e trabalhar com esse propósito.

b) Crescimento Espiritual – as crianças devem ser edificadas na fé do Senhor. Não adianta ganhá-las e abandona-las; temos que fortalecê-las para resistirem as tentações e serem fiéis até o fim.

c) Serviço – prepará-las para servir. É necessário que todo o cristão seja ensinado a recolher seu dever e fazer alguma coisa na obra do Senhor porque somente assim a igreja poderá cumprir sua missão de evangelizar o mundo (Mateus 18:14).

2. Evangelismo Infantil e suas bases na Bíblia

O evangelismo infantil tem suas bases na palavra de Deus. No Novo Testamento nós vimos que as crianças eram conhecedoras das coisas mais necessárias.

a) Páscoas – Dt. 12:28
b) Os mandamentos – II Rs. 23:02 / II Cr. 20:13 / Dt. 6:7
c) As crianças se faziam presente em reuniões de arrependimento – Es. 10:01.

Devemos fazer tudo para que a nossa geração receba o conhecimento do Senhor Jesus a fim de não caminharem nas trevas como milhões e milhões.

3. O valor da alma

Nas escrituras é dado um grande valor da alma de uma criança, Mt. 18:5 diz: “Qualquer que receber um meu nome o menino tal como este, a mim recebe”. E Mc. 8:37; 9:37 acrescenta: “Receba não a mim, mas o que me enviou’”.

Salva uma criança para Cristo é salvar uma alma e uma vida, enquanto ganhar um adulto é salvar uma, somente uma alma.

4. O plano de Deus neste trabalho

É o texto base da evangelização de crianças. Jesus solucionou a questão da idade em que a criança deve ser evangelizada. Ele usou uma criança como exemplo. E em Mc. 9:36, esclarece que a criança era bem pequena, pois Jesus tomou-a em seus braços (não teria mais de 6 anos). Mt. 18:6 resolve o problema de quando as crianças podem crer. O ensino considerado a idade em que as crianças podem ser evangelizadas, requer a evangelização pelos pais no lar. A criança deve ser evangelizada no lar entre 3 a 4 anos de idade.

II. A ARTE DE ENSINAR JOVENS E ADOLESCENTES

Ensinar é proporcionar mudança de comportamento através de um despertamento da mente do aluno, guiando-o no processo de aprendizagem.

O ensino bíblico é sem dúvida, um meio eficaz de promover educação e instrução, visando prioritariamente, o coração e o intelecto do aluno. Entretanto, de acordo com o escritor da carta aos hebreus, o ensino da palavra atinge o coração e a mente: “Porei nos seus corações as minhas leis, e sobre as suas mentes as inscreverei”. Hb.10.16

III.O PROFESSOR EFICAZ

Ser um professor da Escola Bíblica Dominical é um privilégio, visto ser ele integrante do corpo docente da melhor escola do mundo. Seu trabalho é de fundamental importância, uma vez que a convivência com os alunos o torna mais chegado a eles do que qualquer outro obreiro na igreja, até mesmo o pastor, deixando-os a vontade para compartilhar seus problemas, dúvidas e necessidades. Por isso, o professor deve ser alguém preparado espiritual e intelectualmente, que tenha responsabilidade e saiba honrar sua missão.

1. O perfil do professor

O desenvolvimento de um grupo dependerá do seu líder. Um grupo sem liderança não se desenvolve, faz tudo e não faz nada; há desencontros, desentendimentos, aborrecimentos, etc...

O grupo precisa de um líder bem qualificado, principalmente se ele é formado por adolescentes. É certo que a experiência se adquire através da vivência, de prática com o grupo, porém as qualificações morais e espirituais do líder, que representam o aspecto mais importante, independem dessa prática.

2. Um bom professor

· Tem liderança
· É espiritual
· Cuida da sua aparência pessoal
· Não improvisa
· Pensa nos mínimos detalhes
· Não desanima diante de opinião de pessoas que fazem oposição ao trabalho

3. O Professor Capacitado para o exercício da sua função

É de fundamental importância que o professor tenha convicção que é vocacionado para ensinar e, sobretudo, chamado por Deus para esse honroso trabalho, bem como tenha consciência de que ensina por amor e gratidão a Deus e também em obediência. Além do mais, é importante ter consciência de que ensina adolescente. Seu aluno não é mais uma criança, também não é um adulto, mas um ser que sofre as conseqüências de um processo de transformação em relação ao corpo, a idéias, emoções e comportamentos.

O professor de adolescentes só estará apto para o exercício da sua função se procurar conhecer o adolescente em profundidade. Por isso, é imprescindível que o mesmo desenvolva as seguintes habilidades:

· Ler e pesquisar sobre o assunto
· Participar de cursos e treinamentos
· Procurar ouvir o adolescente
· Ser sensível as necessidades do adolescente, seu processo de mudança, sua vivência na fé e sua experiência com Deus

4. Relacionamento: Professor x Aluno

É fundamental atentarmos para a importância do aluno na Escola Bíblica Dominical, principalmente quando se trata do adolescente. Não devemos esquecer que o aluno é elemento chave de uma escola. É a matéria-prima, a escola só existe por causa do aluno.

Ensinar adolescentes tem sido um dos grandes desafios para muitos professores, tornando-o muitas vezes menos apreciável. Alguns chegam a chamá-los de “aborrecentes”.

Porém, se o professor procurar chegar-se ao adolescente compreendendo o seu processo mutativo, amando-o e se dedicando a ele, sem dúvida, descobrirá que possui os melhores alunos do mundo.

Se o professor deseja ter um bom relacionamento com os seus alunos deve:

a) Saber ouvir os membros do grupo
b) Facilitar a integração do grupo
c) Não ser intransigente ou repressor
d) Estabelecer limites para o grupo
e) Não marginalizar ou rejeitar alguém do grupo
f) Agir de acordo com suas palavras
g) Não usar o grupo para os seus interesses pessoais
h) Evitar descarregar os seus problemas no grupo
i) Ser sincero com o grupo

IV. COMO LEVAR AS CRIANÇAS A CRISTO

Podemos ganhar crianças para Cristo em qualquer situação, lugar ou hora, mas devemos seguir alguns passos para que elas entendam o que estamos fazendo.

* Mostrar-lhes suas necessidades de salvação – Rm. 3:23; Is. 53:6; Sm. 53:6
* Apontar-lhes o caminho da salvação, Cristo o Filho de Deus, o crucificado em nosso lugar, ressurreto entre os mortos – I Cr. 15:3,4
* Leva-las a receber o presente da salvação – Jo. 1:12; Ef. 2:8,9
* Mostrar-lhe a segurança da salvação – Jo. 3:36
* Métodos a serem usados para levar a criança a cristo

É muito importante apresentarmos o evangelho as crianças de maneira simples e clara, “O Livro Sem Palavras” pode nos ajudar muito neste sentido. Ele tem sido um dos métodos mais simples e eficientes para levar crianças a Cristo. A mensagem da salvação é anunciada através de cinco cores diferentes, as quais, resumidamente, esboçaram aqui:

1ª página – Dourada – Comece por esta página para falar sobre o céu – lugar que Deus, em seu grande amor para nós preparou.
2ª página – Preta – Mostre que o nosso pecado nos impede de ir até lá.
3ª página – vermelha – Fale sobre o sangue de Cristo derramado.
4ª página – Branca – Use esta página para levar a criança a uma decisão de aceitação ao lado de Cristo.
5ª página – Verde – Esta página fala da nova vida e nossa certeza de salvação.

Outro método é a dramatização com os próprios alunos, os fantoches e os bonequinhos desenhados no quadro enquanto se conta a história para isso é preciso muita destreza para que não se demore muito a desenhar, dando ênfase à história, e não fique em frente dos desenhos cobrindo a visão das crianças. As crianças menores gostam muito destes três métodos. Porém existe uma coisa que se não pode esquecer-se durante o desenvolvimento da história:

* O amor de Deus
* Cristo seu filho
* Nosso pecado
* A morte de Cristo em nosso lugar
* O presente da salvação

Obs: Estas verdades acima citadas são para crianças não salvas. Agora vamos citar as que devem ser incluídas em lições para as crianças já salvas:

* Crescimento espiritual
* Santificação
* Testemunho
* Vida eterna, etc.

V. RECURSOS DIDÁTICOS

1. A expressão “Recursos Didáticos” pode ser interpretada como ajuda ou auxílio que torna o ensino mais eficiente.

Antes de abordarmos o assunto Recursos Didáticos com mais detalhes, queremos que você conserve em mente as qualidades indispensáveis ao bom professor, sem as quais os melhores recursos didáticos serão de pouco ou nenhum efeito. Sendo eles:

· Ter Jesus Cristo como Salvador e Senhor de sua vida.
· Ter amor e interesse pelas crianças.
· Ter boa comunicação.
· Ser organizado.
· Praticar o que ensina.
· Ter o domínio da matéria, saber o que vai ensinar.

2. Recursos à disposição

O Professor – Você mesmo!

a) A voz – a voz do professor deve ser agradável, bem audível, a mais perfeita dicção possível. Linguagem simples correta e compreensível. A voz humana é um dos mais ricos e versáteis dos instrumentos, sendo capaz das mais perfeitas imitação de outras vozes humanas, de animais e aves, bem como dos mais variados sons.
b) Gestos – gestos auxiliam e enriquecem uma narrativa. Devem ser simples, harmoniosos, variados e oportunos.
c) Os conhecimentos – é indispensável conhecer a criança a quem se ensina, a matéria a ser ensinada, os objetivos propostos, e a matéria como se vai ensinar. Com tais conhecimentos é possível ensinar e obter resultados positivos.

3. Como Jesus usava seu material de ensino


Fontes

a) As Escrituras Sagradas:
· Deuteronômio 8.3-9; Mateus 4.4.
b) O Mundo Natural:
· Mateus 13.24 a 30.
c) A fazeres Comum:
· Mateus 13.3 a 23.
· João 2.6.
· Lucas 15.8.

4. Recursos que Jesus usou para falar sobre ele

· João 14:6
· João 10:11
· João 8:12
· João 6:35
· João 15:1
· João 10:19

“Ele encontrou, nos fatos comuns da vida, inspiração para os temas mais profundos e inspiradores que já empolgaram o coração humano”.

5. Recursos audiovisuais
É reconhecido há muito tempo, o valor dos recursos audiovisuais para o ensino, em qualquer tipo e nível. Seu uso oferece inúmeras vantagens para os professores dentre eles, destacamos:

· Enriquece a experiência sensorial, base da aprendizagem.
· Materializa conceitos, economizando tempo e palavras.
· Dá informações.
· Estimula a imaginação.
· Facilita a compreensão e afixação da aprendizagem.
· Desperta a atenção e mantém o interesse.
· Traz o remoto no tempo.
· Estimula a discussão.
· Incentiva a ação.
· Serve do roteiro para o professor.

Apesar de todas essas vantagens, eles não são substitutos, nem alternativos para o ensino. Seu uso é apenas um auxílio, para tornar o ensino mais compreensivo, interessante e duradouro.

Variam, desde a exibição de uma gravura acompanhada de explicação pelo professor, até o mais moderno equipamento eletrônico.

6. A escolha

Fazer uma boa escolha, optando pelos recursos que realmente contribuirão para um ensino mais eficiente as crianças e demais pessoas envolvidas no plano de ensino exige muito critério, estudo e oração.

a) A escolha de um recurso didático depende:

· Do aluno
· Do tipo de assunto
· Dos propósitos ou objetivos a serem atingidos
· Do tamanho do grupo
· Da habilidade do professor
· Da atitude do professor
· Da habilidade da faixa etária
· Do tempo disponível
· Do meio ambiente
· Do custo em tempo, energia e dinheiro

7. Avaliação

É sempre de grande valor avaliar a reação do grupo com relação ao audiovisual usado, bem como o próprio audiovisual. Com relação a este aplique o seguinte teste:

· Ilustrou convenientemente o assunto?
· Despertou e manteve o interesse do grupo?
· Houve participação do grupo?
· Atingir o objetivo para qual foi usado?
· Contribuiu para a compreensão e fixação da aprendizagem?

8. Vantagens de recursos audiovisuais

O visual pode fazer num instante o que a palavra não pode. Ele ilustra e esclarece detalhes num momento. É por isso que os visuais devidamente preparados e apropriados são instrumentos importantes na educação cristã. Eles tornam o aprendizado mais fácil e mais completo porque ajudam o aluno a entender melhor as verdades especiais ensinadas.

Está provado que quanto maior for o número de sentidos envolvidos na aprendizagem, maiores são os resultados.

a) Aprendemos:
· 1% através do paladar
· 15% através do tato
· 35% através do olfato
· 11% através da audição
· 83% através da visão

b) Retemos:
· 10% do que lemos
· 20% do que escutamos
· 30% do que vemos
· 50% do que vemos e escutamos
· 70% do que ouvimos e logo discutimos
· 90% do que ouvimos e logo realizamos

Métodos de Ensino
Dados retidos depois
de 03 horas
Dados retidos depois
de 03 dias

Oral
70%
10%
Visual

70%

20%
Oral E Visual

85%

65%


9. Recursos audiovisuais para você fazer e utilizar

É impossível apresentar a grande variedade de recursos audiovisuais que podem ser úteis para as experiências de ensino – aprendizagem, contudo achamos indispensável incluir algumas informações de como fazer certos recursos audiovisuais, e ainda outros que deverão ser adquiridos:

· Quadro negro ou branco
· Flanelógrafo
· Mapas
· Fantoches
· Álbum seriado e quadros de pregas
· Suporte para figuras
· Objetos
· Cartaz
· Desenhos
· Monitor e figuras
· Retroprojetor
· Mural
· Arquivo de figuras etc...

10. Sugestões de recursos

a) Suporte para figuras
Um bom suporte para figuras poderá ser feito com facilidade. Trace em um pedaço de papelão, duas figuras iguais ao modelo. O tamanho varia de acordo com as necessidades:
Recorte as duas partes desenhadas.
Una as duas partes, deixando um pequeno espaço entre ambas, usando para isso duas tiras de papel grosso ou tecido ou cola. Cole uma tira de cada lado do suporte. Corte as sobras das tiras. 

O suporte estará para ser utilizado. Para ser mais durável, substitua o papelão por madeira fina e as tiras e cola, por dobradiças. Assim poderá fechá-lo para guardar.

b) Monitor de figuras
Em uma caixa de papelão, faça uma abertura como um monitor de televisão.
Para fazer o suporte, da figuras: usar canos de PVC ou cabo de vassoura. Com o papel Kraft ou qualquer outro que tiver disponível, faça o rolo, onde serão colocadas as figuras da história a ser apresentada.
OBS: fazer 2 (dois) furos em cada lateral do monitor para manuseio das figuras.

c) Caixa de espiar
Para confeccioná-la utilize uma caixa de papelão (sapato) encapada, com tampa. Faça um recorte em cima da tampa, o suficiente para dar claridade dentro da caixa, e cubra com papel celofane colorido. No lado oposto, faça um furo na caixa para “espiar”.

d) Arquivo de figuras
Para fazer um arquivo de figuras bem prático, vamos precisar de envelopes grandes tamanho ofício ou maior.
Abrir uma das laterais dos envelopes com estiletes, junte-os colando um a um só no meio. Depois junte todas as laterais não cortadas com uma fita larga. Para capa use papel carmim ou cartaz e decore.

VI. PREPARO DA LIÇÃO

Primeiro passo: oração, leitura e Meditação. Professor ore por você mesmo, por sua classe e por seus alunos. Peça uma sabedoria especial a Deus para comunicar sua palavra. A seguir leia o texto bíblico cuidadosamente, para que ensine fielmente o que a Bíblia diz. Enquanto lê, faça pergunta do texto como:

a) Quem está envolvido nesta história?
b) Como era aquela pessoa?
c) O que esta lição ensina sobre Deus? – Esta lição é muito importante, pois quanto mais as crianças aprenderem sobre Deus, desejam mais viver para ele.
d) Medite: o que Deus quer me ensinar nesta lição? – Deixe Deus falar com você primeiro.
e) Ao ministrar esta lição que versos posso ler para as crianças diretamente da Bíblia?
f) Como esta lição vai dar continuidade ao que já ensinei anteriormente.

Se você tem seus compromissos com a evangelização no final de semana comece a preparar no inicio, estudando sua lição na segunda feira e todos os dias, prepare um pouco até chegar o momento do trabalho.

Nunca deixe de conhecer através de um dicionário, as palavras difíceis e transforma-las fáceis (usar sinônimos), a fim de que as crianças entendam o vocabulário e a lição.

Permita que o Senhor fale ao seu próprio coração através da lição. Se ela se apresentar precisa para você, por certo falará ao coração do seu aluno.

1. Escolha seu alvo principal

Ao preparar a lição, o professor evangelista deve resolver qual será o seu alvo, pedindo a direção do Espírito Santo (seja bem sensível a Ele) que conhece as necessidades espirituais das crianças. Mesmo que o alvo principal seja para crianças salva, deve-se incluir ensinos para crianças não salvas e vice-versa.

Obs: Ao selecionar o ensino tenha em mente: é melhor ensinar claramente uma só verdade, do que tentar vinte pontos que a criança não lembrará.

Tenha ainda o cuidado de ensinar a Palavra de Deus e não um texto preparado. Refira-se a Bíblia dizendo: “A Bíblia diz...”. Use também um a linguagem sadia, tome cuidado com gírias ou com vícios de linguagem como “então, crianças, vocês sabem, né, aí, etc.”.

2. Submeta tudo a Deus

À medida que for preparando, vá orando. Peça que Deus abra os olhos para converter alguém para Deus. At. 26:18 “Que as crianças estejam prontas para ouvir”, Tg. 1:19. “Que transbordem no conhecimento” Cl. 1:19.

3. Prepare os visuais de antemão

Para maior compreensão da lição, adquira visual. Na medida do possível, varie semanalmente seus visuais.

4. Treine a voz

Momento de emoção, momento de tristeza, momento de alegria, etc.

5. Treine a lição

Aproprie-se de tudo que já tem: esboço, ensino, visuais, etc... E vá para um lugar a parte treine sua lição do inicio ao fim em voz alta.

O primeiro benefício disso diz respeito ao tempo. Uma boa lição pode ser dada em 15 ou 20 minutos.

6. Como narrar uma história

Há quatro componentes de toda boa história:

a) Introdução: apresenta-se o caráter principal, a cena é uma idéia do que se segue. Existe uma coisa que é sempre bom lembrar, é hora de captar a atenção.
b) Enredo: é o desenrolar. Deve ser claro e lógico para adultos e psicológico para as crianças.
c) Clímax: é o ponto culminante que determina o resultado na luta. È a parte que se define o tema da história.
d) Conclusão: deve ser curta, simples e satisfatória, deve conter em si a moral da história, que o bem é recompensado e o mal é castigado.

7. Relatando a história

a) Falar claramente, com confiança, imaginação, sentimento e entusiasmo, esquecendo-se de si mesmo.
b) Desenvolver continuamente a ação da história, porém não com tanta rapidez.
c) Fazer uma pausa de vez em quando, para maior efeito, porém, tudo de maneira natural.
d) Dramatize-as com tom de voz, olhares, expressão facial, usando gestos para ilustrar objetos, movimentos, grandezas, e etc.
e) Olhar diretamente seus alunos, não se distrair olhando para fora.
f) Adaptar seu vocabulário aos seus alunos.
g) Não dizer: “esqueci-me de dizer...”
h) Não afastar-se da verdade.
i) Ser dirigido por Deus na aplicação, recorde que muitas vezes, quanto mais breve é a aplicação, mais força tem. Se sente que é hora para um momento de consagração, ou arrependimento, não deixe para depois.

8. Um esboço para seguir

Depois de estudar e ter em mente os fatos e lições espirituais, faça um esboço. O esboço ajuda o professor a seguir uma ordem lógica e dá segurança ao ministrar sua lição.

Se, eventualmente o professor se perder, poderá receber direção no esboço e seguir adiante.

O esboço pode ser dividido em quatro partes.

* Começo – Deve ser envolvente

* Andamento - Use frases curtas em ordem lógicas dos acontecimentos.
* Clímax – É o ponto mais interessante da história.
* Conclusão – É o desfecho da história que deve ser breve.

Na conclusão também podemos fazer o convite para aquelas crianças que não são salvas e que desejam aceitar a Cristo como Salvador.

VII. Os cânticos e o seu valor no trabalho

A Bíblia está cheia de convites ao louvor e adoração a Deus, (Ef. 1:3-14, Sl.92:1; Sl.33:2-3). Pela palavra, sabe-se que o louvor deve alcançar todo lugar e todas as faixas etárias.

Toda criança gosta de cantar e Jesus disse: “Da boca dos pequeninos e crianças tirastes o perfeito louvor”, Mt.21:16.

Através dos cânticos, as crianças aprendem a adorar a Deus, a louva-lo; e as verdades bíblicas são ensinadas. Cria-se um ambiente e alegre e de participação. As crianças irão por toda parte levando a mensagem Bíblica.

1. Como escolher os cânticos

* Com antecedência
* Que tenham uma mensagem espiritual
* A mensagem deve reforçar o ensino da lição Bíblica do dia
* A letra deve ser clara e fácil
* A música também deve ser apropriada às crianças
* Escolha cântico para as diversas partes da aula: Período de oração, missão, oferta e outros.

2. Como Ensinar os cânticos

* Escreva o cântico no quadro negro
* Escreva-os em cartazes
* Figura no flanelógrafo
* Numa folha de cartolina
* Com gestos elas gostam muito
* Sempre quando possível, deve haver um instrumento para acompanhar.

Ore pelos cânticos para que Deus os use na vida das crianças. Ensine as crianças a expressarem sua adoração a Deus através do cântico.


Não permita que cantem errado. Seja bem alegre ao cantar com as crianças e não saia do ritmo.

VIII. PERÍODO DE ORAÇÃO

Em nossas classes com crianças, devemos procurar ser bem sucedidos no que diz respeito ao período de oração. Através deste período, as crianças são motivadas:

* A reconhecer a presença de Deus na classe.
* Buscar sua benção para o trabalho
* Orar em voz alta e sem inibições

1. Ajudando a criança salva a orar em publico

a) Escolha entre as crianças salvas, aquelas mais desinibidas e que falam melhor, para iniciarem o período, a fim de que outros venham a segui-las.
b) Peça-lhes que orem por coisas definidas
c) Em cada aula, explique um aspecto da oração
d) Quando o período de oração tiver como aspecto principal do dia a petição, explique sobre as possíveis respostas de oração: Sim. Não espere!

2. Memorização Bíblica

a) Sua importância
b) Como ensinar os versículos
c) Métodos para que a memorização se torne mais fácil e interessante

3. O convite

Após termos apresentado o Senhor Jesus às crianças, devemos convidá-las a se apropriarem d’Ele como seu Salvador.

Quanto ao convite, devemos considerar os seguintes pontos:

a) Deve ser claro – a criança deve entender exatamente o que se quer que ela faça e por que.
b) Deve ser curto – não prolongue o tempo do convite. É muito importante falar a Deus, sobre aquele coraçãozinho, do que ficar insistindo com a criança. O Espírito Santo é fiel, e sabe o que fazer, como e quando fazer! – sejamos dependentes d’Ele.
c) Pode ser pessoal – não force a decisão. Enfatize a decisão da vontade: “Se você quiser”.
d) Pode ser feito de várias maneiras:

· Peça que todas as crianças fiquem em atitudes de oração. As crianças que atenderem ao convite poderão orar silenciosamente. Após isto, você poderá pedir que aquelas crianças que oraram, levantem uma das mãos e imediatamente poderá ocorrer um aconselhamento em conjunto.

· Peça às crianças que desejam receber a Cristo que venham à frente e leve-as a uma sala preparada onde serão aconselhadas em grupos ou individualmente.

· Peça para que fiquem depois da aula para conversar com o professor que lhe mostrará pela Bíblia como ser salvo.

IX. O PROFESSOR EVANGELISTA DE CRIANÇAS

Para ser um bom professor precisamos ter as seguintes qualidades:

1. Qualidades espirituais:

· Antes de tudo, o professor deve ser nascido de novo e ter a certeza da salvação. Ele tem que ser um verdadeiro convertido.
· Ele deve dar um bom testemunho cristão.
· Ele deve cuidar de sua vida devocional, especialmente a leitura da Bíblia e oração, ter seu tempo particular com Deus.
· Ele depende em tudo do Espírito Santo.
· Ele procura crescer na vida de santificação.
· Ele deve ser perseverante.

2. Qualidades morais:

· O bom professor deve ter genuína humildade, estando pronto a ouvir e respeitar as sugestões e idéias dos outros.
· Ele deve ser fiel aos princípios da igreja.
· Deve ser responsável, pontual, nunca se atrasando sem motivo realmente justo.

3. Qualidades Intelectuais

· Ele se dedica ao estudo e a leitura, preparando bem sua aula
· Possui cultura Bíblica e doutrinária em geral

4. Qualidades Sociais

· Ama e compreende as crianças
· Procura ser otimista e simpático
· Tem entusiasmo pelo trabalho, esperando resultado na vida dos seus alunos.
· É paciente e perseverante.

5. Qualidades Pessoais


· Sua aparência
· Sua confiança no Senhor
· Expressão facial


Autor Desconhecido
Baixe Aqui a Apostila no formato .doc (Word)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Nós temos filhos! (Jaime Kemp)




“Nós Temos Filhos”, escrito por Jaime Kemp, 

conhecido conselheiro familiar, conferencista e autor de muitos livros brasileiros sobre a família, radicado no Brasil há mais de vinte e cinco anos, casado com Judithe pai de três filhas. “Nós Temos Filhos” é o resultado da experiência do autor como pai de três jovens de 23, 21 e 17 anos;de 25 anos de dedicação ao aconselhamento familiar;de pesquisas sobre a família brasileira e de sua preciosa experiência em seminários ministrados por todo Brasil. “Nós Temos Filhos” enfoca questões importantes tais como:- Como realmente amar seus filhos; - Como desenvolver autoestima na vida de seus filhos; - Como manter uma disciplina bíblica,equilibrada, dosada com amor e firmeza;- Como criar um ambiente de amor incondicional em seu lar;- Como repreender seus filhos sem “quebrar-lhes” o espírito; - Como desenvolver respeito no coração de seus filhos;- Como comunicar naturalmente uma educação sexual honesta, espontânea, bíblica, etc. 

“Nós Temos Filhos” é um livro claro, objetivo, e bem humorado dirigido aos pais brasileiros e indicado a educadores preocupados em oferecer uma sólida formação às crianças e assistências aos pais. Boa leitura!


Temas Abordados
. Carta aos pais
. Amor, a maior necessidade dos filhos
. Auto-estima desenvolvendo-a na vida de seu filho
. Repreensão correta
. Falta de disciplina
. Disciplina - ousadia e amor
. Aspectos da disciplina - forma bíblica para uso
. Um bom pai faz diferença
. Educação sexual
. Comunicação - pais e filhos adolescentes
. 10 erros dos pais
. Receita para seu filho se tornar um delinqüente
. A Benção
. Meu filho, meu discípulo ( Judith Kemp )
. Criticar ou encorajar
. Avaliação - pais
. Avaliação - mães

CARTA AOS PAIS 

Ao escrever este livro preocupo-me com a atual situação do nosso Brasil; especialmente no que se refere à impunidade e ausência de justiça. O pobre é cada dia mais prejudicado e o rico mais favorecido, sendo que este, é raramente punido. Não posso afirmar ter conhecimento de uma única pessoa rica que, tendo sido presa por corrupção, tenha permanecido na cadeia. O suborno, a roubalheira, as desigualdades, tudo isso e ainda mais, me deixam muito triste, indignado e revoltado.

Creio que você, que está lendo este livro, também tem estes mesmos sentimentos. Pergunto-me: O que o Brasil necessita para tornar-se um país justo e honesto? Encontrei a resposta na Palavra de Deus. O autor do livro aos Hebreus, no capítulo 12, versículos 5 a 11 escreveu sobre disciplina e correção de filhos. O versículo 11 diz que a finalidade de qualquer disciplina é solidificar a justiça no coração da criança: "Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; mas depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça. (Hebreus12.11)

Queridos pais, para o Brasil tornar-se o país do futuro, com a justiça sendo uma de suas bases sólidas é necessário enraizar a justiça de Deus - não a dos homens - no coração dos nossos filhos, futuro desta nação. É absolutamente imprescindível acontecer uma transformação radical na mente e coração do povo. As leis brasileiras não podem criar em cada cidadão um senso de justiça, nem mesmo assegurar que a punição será executada, pois o "jeitinho brasileiro" está tão arraigado, apegado à cultura, que sempre encontra um modo de burlar as leis.É exatamente por isso, que grande parte deste livro enfocará disciplina e correção de filhos.

Muito depende de você, papai e mamãe! Por quê? Não é preciso apenas uma disciplina justa, correta e amorosa. Existe algo ainda mais importante! Sem dúvida alguma, creio que a maior necessidade dos filhos é ter modelos a seguir. Não me refiro a modelos encontrados em revistas de moda,nem nos desfiles apresentados na TV, pessoas bonitas,com cabelos impecavelmente penteados, corpos perfeitos, peles bem tratadas e posturas elegantes. O propósito delas é nítido: chamar a atenção do consumidor para algum produto. Refiro-me, porém, a fornecer exemplos a nossas crianças, adolescentes e jovens de como a vida deve ser vivida. 

Como pais, às vezes, esquecemos que desfilamos na passarela da vida ante pequeninos olhos, mostrando-lhes o cotidiano; como vivê-lo, seus valores. Quer queiramos ou não,estamos no palco diante de uma platéia que observa atentamente cada um de nossos movimentos. Essas crianças não pagam entrada, não fazem anotações e nem mesmo têm consciência de que assistem a um"show". Mas ele está se desenrolando. Cada dia, crianças, adolescentes e jovens - futuros adultos – estão sendo ensinados pelos pais, vizinhos, parentes, amigos, líderes da comunidade, da igreja, governo. Analisando nossas vidas como pais, que tipo de valores nossos filhos têm aprendido? Num momento de franqueza e lucidez, diríamos que muito da vida nos é oferecido graciosamente, como apanhar uma flor, apreciar um pôr do sol, abraçar uma criança.

Entretanto, nos entregamos a anseios que nos levam a construir castelos efêmeros e temporários, erguidos com dispendiosos carros, brinquedos caríssimos, sons de última linha (que amanhã já estarão ultrapassados), etc. É a valorização do status. Desejamos que nossos filhos cresçam pacientes, bondosos, tendo consideração pelos outros, porém eles convivem com pais descontrolados, que esbravejam obscenidades enquanto dirigem no trânsito. Cremos na integridade, na honestidade e intencionamos ver em nossos filhos essas qualidades. No entanto, eles sabem que sonegamos o imposto de renda. Tomamos posição veemente contra drogas, mas em diversos lares as crianças vêm seus pais anestesiados pelo álcool. Sonhamos que venham a ter um casamento feliz e harmonioso, entretanto eles têm que suportar em casa um ambiente de ódio, inveja, ciúme, competição, palavrões, brigas, incompreensões, explosões e separações.

O que os filhos assimilam em relação às prioridades da vida? Percebem que não valorizamos relacionamentos familiares como deveríamos, enquanto dinheiro, realização pessoal e profissional nos obcecam. O que aprendem sobre moralidade? Ficam frente à TV assistindo horas de violência, sexo e infidelidade conjugal. Muitos dos próprios lideres de comunidade e da igreja lhes oferecem o mesmo exemplo. Deus nos ajude, somos péssimos modelos! Em Mateus 18.6-7, Jesus advertiu: “qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse jogado na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos - mas ai do homem pelo qual vem o escândalo.” O maior impacto que podemos causar na vida de nossos filhos é através da forma que vivemos. Muitas vezes, o que transmitimos a eles é: Faça o que digo, mas não faça o que faço". Isso é errado! Seria correto se, convictos de sermos bons exemplos (inclusive no que tange a honestidade sobre nossos erros, assumindo a responsabilidade, pedindo perdão,pois não somos perfeitos), disséssemos: "Faça o que faço" - como o grande apóstolo Paulo disse à igreja de Cristo: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo." I Coríntios 11.1.

Que assim seja!Que Deus lhes dê ânimo e coragem no decorrer da leitura e estudo deste livro, na assimilação de seus conceitos em suas vidas e em seu relacionamento paternal/filial. O Brasil, neste momento de crise, precisa, desesperadamente, de filhos de justiça. Que o Senhor os encha de sabedoria para cumprirem a parte que lhes cabe.
Abraços, Jaime Kemp.


sábado, 7 de abril de 2012

O Perfeito Louvor


Mateus 21.15-16
15 Os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei ficaram zangados quando viram as coisas maravilhosas que ele fazia (Jesus) e ouviram as crianças gritando no pátio do Templo: —Hosana ao Filho de Davi! 16 E eles disseram a Jesus: —Você está ouvindo o que estão dizendo? Jesus respondeu: —Claro que sim! Será que vocês nunca leram a passagem das Escrituras Sagradas que diz: “Deus ensinou as crianças e as criancinhas a oferecerem o perfeito louvor”? BLH

Da boca das crianças sai o Perfeito Louvor! Porque então impedi-las? Porque subestimá-las? Esse comentário expressa minha opinião pessoal e traz como tema: o louvor. Este é um elogio ou glorificação a uma divindade. Então devo usá-lo como meio de adorar a Deus e de lhe prestar honra e reverência. A Bíblia ordena louvar a Deus nos inúmeros versículos de Salmos. Isso não é inerente apenas ao adulto pois as crianças também devem louvá-lo. O louvor pode ocorrer de diversas maneiras: sons variados, ritmos variados, instrumentos variados, tons variados e pessoas variadas.

Então me pergunto: Porque quando são as crianças que louvam na igreja usamos para acompanhá-las mídias com áudio e vocal (voz) que em muita das vezes sobrassaem a suas singelas vozes e as expõem como se não conseguissem ou não fosse possível que elas cantassem. Pelo contrário, as crianças memorizam fácil, gostam de cantar, e o fazem com alegria. Concordo até com o play back, apesar de as vezes as notas não serem compatíveis com a altura que possibilite as crianças a cantarem, mas não, o que ocorre mesmo é o contrário, é o uso do CD com voz, e assistimos a um ajuntamento de crianças indiferentes ao que é cantado, desconhecendo o que é cantado, desmotivadas e apenas gesticulam, procurando dar alguma dinâmica ao grupo.

Quero com muito carinho pedir a você que é regente ou ministro de louvor das crianças que as permitam cantar e expressar o louvor que Deus espera delas. Elas o farão da maneira delas: as vezes desentoado, as vezes muito baixo, as vezes gritado, as vezes lento e as vezes muito rápido. Mas com certeza o efeito será diferente! Para elas terá um propósito diferente. E Deus ficará muito feliz também. O louvor deve ser uma manifestação espontânea.

Sugiro que elaborem coletâneas e façam algumas cópias e distribuam para que elas tenham possibilidade de memorizarem mais rápido a música a ser aprendida. Se houver alguma restrição da igreja ou pastor quanto a cópia (pirataria) comunique aos pais o cantor e o título do CD para que estes adquiram para o seu filho(a). Faça uso de DVD’s musicais que auxiliam no ensino e encantam as crianças. (Aline Barros, Cristina Mel, Alessandra Samadello, Mara Lima, Turma do Printy, etc.) Elabore cartazes com as letras dos hinos pois permite melhor assimilação e memorização da letra da música. É fácil a confecção considerando as tecnologias: computador e impressora, e o custo baixo dos materiais. Posteriormente você pode colocar o cartaz em um saquinho plástico transparente e isso permitirá  a você utilizá-lo por muito mais tempo!

É interessante também ter no repertório do grupo infantil vários ritmos e temas, não as induza a cantar apenas ‘baladinhas evangélicas’ e que muitas das vezes não falam do evangelho de Cristo e do seu amor mas, insira outros temas: como missões, amor ao próximo, lições e heróis da Bíblia, natal, páscoa, etc; e outros ritmos: sertanejo, forró, congregacional, etc. Hinos atuais e tradicionais. A diversidade é o melhor caminho. Com muito respeito e amor venho tratar esse tema, considerando o que tenho visto ao visitar algumas igrejas. Podemos fazer muito mais e muito melhor para o nosso Deus! Em Cristo.... ‘TIO’ Fausto


Em futuras postagens citarei alguns
títulos de cd’s que conheço e indico!

Obs. Faça o seu comentário e deixe sua preciosa opinião sobre o assunto, permitindo que possamos verificar outros aspectos não citados na postagem. E que Deus em Cristo abençoe a todos.

sábado, 2 de julho de 2011

As Crianças são o Futuro da Igreja


"As crianças são o futuro da igreja".
"Um dia, as crianças estarão em nosso lugar."
"Diácono, domine essas crianças, pois elas estão atrapalhando o bom andamento do culto. Vamos ter uma programação para a família, mas as crianças não poderão participar". Quem nunca escutou nas igrejas declarações semelhantes a essas sobre as crianças?
Algumas dessas frases poderiam ser engraçadas se não expressassem como a igreja tem tratado mal os nossos pequeninos. Queremos levar nossos leitores a refletir sobre o relacionamento das crianças com a igreja, sobre como Jesus se relacionou com os pequeninos e de que maneira a igreja vê as crianças.
Quando algumas crianças foram ao encontro do Mestre para que ele as tocasse, os discípulos as repreenderam, evitando sua aproximação. Essa mesma atitude é percebida nas ações de alguns diáconos e líderes de nossas igrejas nos dias de hoje.
Jesus nunca pediu para que as crianças fossem retiradas do local de suas mensagens. Pelo contrário, quando viu a atitude dos discípulos, repreendeu-os e ficou indignado, pedindo para que deixassem as crianças ter livre acesso a ele: "Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus" (Lc 18.16).
O Mestre sabia que impedir as crianças de ter acesso a ele seria o mesmo que ignorar a importância delas para o reino de Deus. Imagine o leitor: ser membro de uma igreja e não poder se aproximar do pastor para uma conversa!
Qual é a criança que ama alguém que a despreza? Como uma criança sentirá prazer em ir a um lugar onde é excluída? Será que esta pergunta não deveria ser feita para alguns ministérios evangélicos?
Pode parecer contraditório, mas quando algumas igrejas promovem as nomeadas "programações da família", os pais recebem orientação para deixar seus filhos em casa com a avó, com a vizinha ou com uma irmã, para que a programação saia como planejada, da melhor forma possível. Perguntamos: "Será que tais programações são realmente direcionadas à família?".
Os filhos fazem parte da família. São  "personagens" principais e não coadjuvantes. São bênçãos e não maldição. Devem estar sempre presentes nas programações para que saibam que têm lugar na família de Deus, que é a igreja. Não entendemos que as crianças devem fazer parte de todas as programações, mas que deveriam participar de algum tipo de atividade na maioria delas.
Se a igreja promover uma programação específica para casais, por exemplo, é recomendável que procure a ajuda dos professores do ministério infantil para elaborar algo voltado para os filhos dos casais participantes.
Existem igrejas que possuem estrutura predial ampla e adequada para o oferecimento de trabalhos com as crianças, mas, infelizmente, não têm o objetivo de evangelizá-las.
Certa vez, perguntaram-me porque as crianças são tratadas dessa forma. Não demorei a responder: "Existem igrejas que não têm programações para as crianças porque elas não são dizimistas ou empresárias e não podem participar de algumas campanhas ‘desafiadoras’".
Os líderes dessas igrejas não têm interesse em promover programações para quem apenas dá "prejuízo" aos caixas eclesiásticos.
Reconhecemos que muitas igrejas investem nas crianças, fazem evangelização em escolas, nas creches e nas ruas, demonstrando o verdadeiro amor que Jesus tem para com os pequeninos. Preparam os seus professores e investem em cursos especializados para a evangelização das crianças. Entretanto, essa iniciativa é  rara.
Os pastores e líderes de ministério precisam entender que "a criança é a igreja de hoje e não do futuro". Se pensássemos desta maneira, muitos problemas não existiriam em muitos ministérios.
A criança também tem a necessidade de reconhecer o seu pecado, de se arrepender e de aprender que Deus a ama de tal maneira que quer ter um relacionamento com ela. Quanto mais cedo o ser humano aprender que Deus o ama, mais seu relacionamento será alicerçado na Palavra que salva, edifica e promove a libertação do pecado.
Quando se fala em evangelização infantil, não podemos deixar de lembrar que a criança deve ser evangelizada na sua própria linguagem, pois elas aprendem com mais facilidade quando visualizam e ouvem. É necessário que as igrejas invistam nas crianças da mesma maneira que fazem com os "cafés para empresários".
Para algumas igrejas, comprar livros bíblicos com historinhas ilustradas, flanelógrafos, fantoches e brinquedos para a "brinquedoteca", entre muitas outras coisas, é  encarado como um investimento caro e, principalmente, não compensatório.
Investir na criança pode gerar salvação. Se observarmos o índice de adultos que aprendeu a Palavra de Deus na infância, concluiremos que "ensinar a criança no caminho em que deve andar para que ela não se desvie dele quando envelhecer" é uma grande verdade (Pv 22.6).
Quando Jesus demonstrou as qualidades dos moradores do céu, não citou as qualidades dos sacerdotes, dos catedráticos nas Escrituras, dos levitas ou dos apóstolos, mas apresentou as características de uma criança: "Naquela mesma hora chegaram os discípulos ao pé de Jesus, dizendo: Quem é o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus" (Mt 18:1-3).
As características que Jesus mostrou para aqueles que perguntaram quem é o maior no reino dos céus são bem diferentes daquelas observadas nos dias de hoje. Às vezes, queremos ser como o pregador "A", como o conferencista "B", como o profeta "C" ou como o apóstolo "D", mas nunca queremos ser como uma criança.
A humildade é a característica fundamental do morador do céu: "Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus" (Mt 18.4).
Será que temos humildade para entender que devemos ser como uma criança? E que as crianças são importantes para o reino de Deus?
O tropeço na vida espiritual das crianças se torna mais fácil quando elas percebem que os seus pastores não reconhecem a sua importância. Receber as crianças é o mesmo que receber o próprio Jesus (Mt 18.5).
O Senhor disse que aquele que fizesse um dos pequeninos tropeçar, seria melhor que lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e se submergisse na profundeza do mar (Mt 18.6). E ainda acrescentou: "Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus" (Mt 18.10).
Os principais sacerdotes se enfureceram quando os pequeninos reconheceram quem era Cristo e o adoraram: "Vendo, então, os principais dos sacerdotes e os escribas as maravilhas que fazia, e os meninos clamando no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se" (Mt 21.15). Jesus não hesitou em respondê-los: "Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?" (Mt 21.16).
Se Jesus reconheceu a importância dos pequenos adoradores. Se Jesus nunca os afastou de seu ministério. Se Jesus deu o devido valor às criancinhas, a ponto de usar suas características para dizer quem morará no céu. Se Jesus repreendeu os discípulos quando quiseram se opor às crianças. Então, quem somos nós para impedir que as crianças tenham livre acesso ao Salvador?
Quem somos nós para impedir a participação das crianças nas programações da igreja?
Quem somos nós para não dar o valor que Jesus deu às crianças?
Seria mais prudente fechar as portas da igreja do que manter este tipo de atitude, que não condiz com as características do verdadeiro Corpo de Cristo.
Deixemos que as crianças venham até  Jesus, porque delas é o reino de Deus.
Notas:
Artigo escrito para revista Saber e Fé.
por Alexandre Farias – Retirado do portal www.irmaos.com
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